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Dois em cada três 'profissionais' do sexo consumiram drogas

Dois em cada três trabalhadores do sexo inquiridos num estudo sobre o consumo de substâncias ilícitas neste grupo revelaram ter utilizado drogas ao longo da vida.

Dois em cada três 'profissionais' do sexo consumiram drogas

Esta é uma das conclusões do Programa PREVIH sobre a incidência da Infecção por VIH/SIDA em grupos de difícil acesso, que foi hoje divulgado da II Conferência sobre a infecção VIH em grupos de difícil acesso.

O estudo sobre o consumo de substâncias ilícitas em trabalhadores do sexo, que decorreu em 2009 e 2010 e contou com 1.040 participante, teve como objectivo traçar os perfis de consumo de substâncias psicoactivas, fazer a tipologia do consumo e analisar as variáveis sociodemográficas.

Segundo o estudo, 66 por cento dos participantes disseram ter utilizado substâncias ilícitas ao longo da vida, 61% no último ano e 57% nos últimos 30 dias.

“As prevalências de consumo de substâncias ilícitas são maiores nos trabalhadores sexuais do que na população em geral”, disse a investigadora Ludmila Carapinha.

As drogas mais consumidas são o álcool, a cocaína, a cannabis e os medicamentos, refere o estudo, acrescentando que o consumo de medicamentos e de metadona são realizados através de receitas médicas.

Segundo o estudo, 60% dos participantes consomem apenas um tipo de droga, a maioria álcool.

Esta situação de consumo exclusivo de álcool é mais comum nos trabalhadores do sexo estrangeiros ou com dupla nacionalidade, enquanto o outro tipos de drogas são mais utilizadas pelos portugueses.

O estudo indica que 48,7% dos participantes consumiu álcool ao longo da vida, 24% cocaína, 23,7% cannabis e 19,4% medicamentos.

A via injectada é a menos utilizada, com maior prevalência nos consumidores de heroína: 11% fizeram-no ao longo da vida, 5% nos últimos 12 meses e 4% nos últimos 30 dias.

Mais de metade (55%) dos utilizadores de droga por via injectável disse já ter partilhado ao longo da vida material para consumo da substância ilícita.

Sobre a prevalência de VIH segundo a prática de partilha de material de consumo, 55% refere a partilha do material como “modo de transmissão mais provável”.

O estudo faz a identificação de um subgrupo específico de trabalhadores de sexo de “elevado risco, que apresentam consumos de substâncias por via injectada”.

“Estes consumidores por via injectada distinguem-se dos outros subgrupos por apresentarem maiores proporções de indivíduos do género masculino, de nacionalidade portuguesa e dos grupos etários entre 25 e 49 anos”, acrescenta o estudo.

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