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Montenegro recusa ingerência no Governo espanhol após críticas do MNE

O primeiro-ministro português recusou hoje qualquer ingerência na política espanhola e recordou que Espanha é o principal parceiro de Portugal, após o atual chefe da diplomacia ter acusado o Governo de Pedro Sánchez de violar o Estado de direito.

Montenegro recusa ingerência no Governo espanhol após críticas do MNE
Notícias ao Minuto

19:05 - 12/04/24 por Lusa

País Luís Montenegro

Durante o debate preparatório do Conselho Europeu das próximas quarta e quinta-feira, no parlamento, o deputado do Chega Bruno Nunes questionou Luís Montenegro sobre a posição do Governo português, depois de o ex-eurodeputado Paulo Rangel, atual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (MNE), escrever, em novembro passado, na rede social X: "O acordo do governo Sánchez viola o Estado de Direito e ataca a independência judicial. É perigoso para a unidade de Espanha".

Rangel referia-se ao acordo de governo do partido socialista espanhol PSOE, liderado por Sánchez, com partidos catalães e que prevê a amnistia de independentistas. A afirmação publicada na rede social X foi feita no mesmo dia em que o então eurodeputado discursou numa manifestação contra a amnistia de independentistas catalães, em Madrid.

"Devo aqui dizer, de uma forma muito clara, que na relação do Estado português com o Estado espanhol, e dos dois governos, não faremos nenhuma ingerência na forma como cada um gere a sua circunstância política", respondeu hoje Montenegro no parlamento, defendendo a liberdade de opinião dos membros do Governo.  

"Significa isto que não temos opinião? Temos. Significa isto que não há membros do Governo que expressaram essa opinião de uma forma veemente? Não, não significa. Cada um de nós tem o direito à opinião, não vai deixar de ter esse direito e de o exercer", referiu.

Mas, sublinhou, "é preciso distinguir aquilo que é essa opinião do exercício da função do Governo em nome de todas e de todos os portugueses".

Luís Montenegro salientou que Espanha é "o principal parceiro comercial" de Portugal.

"E a minha obrigação enquanto primeiro-ministro e a obrigação de todos os membros do Governo é a de proteger, salvaguardar os interesses do país, dos cidadãos, das instituições e das empresas", destacou.

Na próxima segunda-feira, o primeiro-ministro português encontra-se com o seu homólogo espanhol em Madrid, na sua primeira visita oficial ao estrangeiro desde que assumiu funções.

O deputado Bruno Nunes também questionou Montenegro sobre se o executivo "mantém a postura de favorecimento" a uma eventual candidatura do ex-primeiro-ministro António Costa ao Conselho Europeu.

Antes, o eleito do Chega afirmou que o PS "interpretava os Assuntos Europeus", que no último Governo de Costa estavam na tutela direta do primeiro-ministro, "como o 'Ministério da Propaganda' para alavancar António Costa para a sua candidatura europeia".

"Enquanto primeiro-ministro, não vou antecipar nem colocar qualquer consideração sobre os órgãos da União Europeia, que se vai apenas negociar e desenhar após as europeias", que se realizam entre 06 e 09 de junho e que estão marcadas para dia 09 em Portugal, respondeu Montenegro.

Leia Também: Montenegro contra consagração de aborto como direito fundamental na UE

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