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Portuguesas envolvidas em morte de bebé nos EUA detidas pela Imigração

Uma das mulheres entrou nos EUA como turista em 1998 e esteve ilegal no país durante mais de 25 anos, enquanto as outras duas chegaram ao abrigo de um programa de isenção de vistos, em que ambas "violaram os termos".

Portuguesas envolvidas em morte de bebé nos EUA detidas pela Imigração
Notícias ao Minuto

10:21 - 01/03/24 por Notícias ao Minuto

País EUA

As três mulheres portuguesas acusadas de colocar um bebé de um ano em perigo, que acabou por morrer, nos Estados Unidos, foram detidas pelo Serviço de Imigração e Fronteiras (ICE, na sigla em inglês) por estarem em "situação irregular no país".

Em comunicado, divulgado na quinta-feira, a autoridade referiu que os agentes das Equipas de Operações de Aplicação da Lei e Departamento (ERO) de Boston "detiveram três cidadãs portuguesas em situação irregular que foram recentemente acusadas de pôr em perigo a vida de uma criança de um ano em Pawtucket, Rhode Island"

As mulheres, de 22, 25 e 32 anos, foram detidas no passado dia 17 de fevereiro, poucos dias após terem sido inicialmente detidas pelas autoridades de Pawtucket por suspeitas de estarem envolvidas na morte de um bebé de um ano, ocorrida a 11 de fevereiro.

As três foram depois libertadas sob fiança e apenas acusadas de colocar a criança em perigo, enquanto o pai, também português, ainda se encontra detido e enfrenta acusações de homicídio involuntário e abuso de menores, além de também ter colocado o bebé em perigo.

"Os alegados crimes cometidos por estes indivíduos em situação irregular resultaram na morte de uma criança inocente", afirmou Todd M. Lyons, diretor do ERO de Boston. "Aqueles que cometem crimes contra crianças devem ser responsabilizados. Os estrangeiros em situação irregular que representam um perigo para as nossas comunidades não podem esperar escapar às consequências dos seus atos".

Segundo o ICE, uma das mulheres entrou nos Estados Unidos como turista não imigrante em abril de 1998 e permaneceu ilegalmente no país durante mais de 25 anos. Já as outras duas foram admitidas ao abrigo de um programa de isenção de vistos - uma em julho de 2016 e a outra em março de 2022. No entanto, "ambas violaram os termos das suas isenções de visto ao permanecerem no país mais tempo do que o permitido".

O caso aconteceu a 11 de setembro, quando o bebé Santiago foi encontrado inconsciente quando estava ao cuidado do pai, João Resendes, de 25 anos, na casa onde vivia com a madrasta, Carla Sousa, de 32 anos, a mãe, Carolina Ledo, de 22, e a tia, Daniela Ledo, de 25.

Quando os paramédicos chegaram ao local, repararam nos hematomas "significativos" no rosto do bebé. As autoridades desconfiam que o menino foi espancado e afogado pelo próprio pai, que vivia ilegalmente nos EUA, e que, segundo revelou o cônsul de Portugal em Providence à Lusa, já tinha antecedentes criminais em Portugal, num caso relacionado com violência doméstica, ao que parece, relacionado também com uma outra filha, a quem terá partido um braço.

Santiago ainda foi transportado para o hospital local, mas não sobreviveu aos ferimentos. 

Leia Também: Morte de bebé nos EUA. Suspeito tinha antecedentes criminais em Portugal

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