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"Não estamos disponíveis". Bombeiros recusam "subsidiar o INEM"

Presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, afirmou que o encontro com a direção executiva do SNS e INEM foi "3 horas e meia de discussão para levar uma mão vazia".

"Não estamos disponíveis". Bombeiros recusam "subsidiar o INEM"
Notícias ao Minuto

19:28 - 26/02/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Liga dos Bombeiros Portugueses

O presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, afirmou, esta segunda-feira que os bombeiros "não vão aceitar continuar a subsidiar o INEM ou a fazer trabalho para o INEM". António Nunes referiu ainda que o encontro com a direção executiva do SNS e INEM foi "3 horas e meia de discussão para levar uma mão vazia".

Após o encontro, António Nunes falou aos jornalistas e acusou o INEM de ser "inconsistente". "Continua a não apresentar propostas adequadas e a refugiar-se em questões financeiras", disse.

Segundo António Nunes, o INEM "continua a querer que os bombeiros sejam um parceiro a subsidiar o sistema de emergência pré-hospitalar. Não estamos disponíveis para isso e não vamos estar disponíveis para isso", reiterou.

Para o presidente da liga dos Bombeiros "é pertinente que se repense que o INEM faça parte da direção executiva do SNS". 

O INEM tem até 15 de março para apresentar um documento que responda às exigências de financiamento feitas pela Liga dos Bombeiros Portugueses na reunião que decorreu hoje no Porto, revelou  António Nunes.

"O professor Fernando Araújo [diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde] procurou encontrar uma ponte de diálogo e ficou o INEM de, até 15 de março, apresentar um texto em que todos nós estamos de acordo e que o financiamento seja feito de uma determinada modalidade", anunciou o líder da Liga.

Para António Nunes é inaceitável "continuar a receber mensalmente um subsídio de 4.890 euros e ter de pagar a um corpo de bombeiros 12.600 euros de ordenados e o INEM continuar a dizer que não tem dinheiro".

"Não podemos continuar a ter o mesmo número de ambulâncias que tínhamos em 2011, temos de o aumentar, como também a qualificação, a gestão e a organização e isso faz parte desta gestão", alertou o responsável da Liga no final do encontro com o INEM que decorreu nas instalações do Serviço Nacional de Saúde no Hospital São João.

Sobre o aumento de 130 ambulâncias discutido na última reunião, António Nunes precisou que no encontro de hoje esse número foi de 60, mas nem esse número "ficou concluído porque, afinal, o INEM não queria as ambulâncias, mas sim abrir 60 postos de emergência médica sendo as ambulâncias dos bombeiros", situação que a LBP "não aceitou".

"Se o INEM não encontrar as respostas adequadas no fim quem vai ficar prejudicado será os cidadãos quando precisarem de uma emergência médica", insistiu o dirigente, admitindo sentir-se um "bocadinho desiludido (...) por acreditar que as coisas estariam um pouco mais avançadas" ainda por cima depois de em 2023 os bombeiros "terem feito 1,2 milhões de transportes para o INEM".

António Nunes referiu ainda que os pontos da responsabilidade da direção executiva do SNS, que fazem parte de um protocolo feito entre as três identidades firmado há um mês e meio, "estão cumpridos". "A direção executiva tem feito de tudo para que os problemas que nós tínhamos com as macas e a retenção das ambulâncias nas várias unidades hospitalares estejam a ser resolvidos e aqueles que ainda não foram estão em fase de resolução", realçou. 

[Notícia atualizada às 21h13]

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