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"Faça chuva, frio ou vento", polícias seguem com protesto em frente à AR

Pelo menos dois agentes dormiram, na noite de quinta para sexta-feira, debaixo de chuva torrencial em frente ao Parlamento.

Notícias ao Minuto

13:22 - 19/01/24 por Natacha Nunes Costa

País PSP

Nem a chuva torrencial que se fez sentir em Lisboa na noite desta quinta-feira e madrugada de sexta fez com os polícias, que estão em protesto desde o dia 7 de janeiro, abandonassem as suas posições, frente à Assembleia da República.

Num vídeo a que o Notícias ao Minuto teve acesso (e que pode visualizar na galeria acima), vê-se pelo menos dois agentes a dormirem debaixo da intensa precipitação que se abateu sobre a cidade, dentro de sacos de cama e com um guarda-chuva a tentar reter alguns dos pingos.

Ao Notícias ao Minuto o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) realçou que, com estas imagens, com os agentes a "sacrificarem-se desta forma", "dissiparam-se todas as dúvidas que podiam existir sobre a motivação dos polícias".

"Eu próprio estive lá e pude ver. Estive até às 22h00/23h00. Vou lá todos os dias desde o dia 7 de janeiro, mas há quem lá durma todas as noites sem ir a casa desde o dia 8. Faça chuva, frio ou vento", revelou Armando Ferreira.

Os protestos, que começaram por iniciativa de um agente da PSP em frente ao Parlamento e estão a mobilizar cada vez mais elementos da PSP e GNR em todo país, sendo as iniciativas organizadas através de redes sociais, como Facebook e Telegram, têm acontecido diariamente, segundo o responsável.

"Eu chamo-lhes vigília viva. Uma vigília viva que se vai alimentando conforme a disponibilidade dos polícias. Já estiveram 600, há vezes que estão 200 e vezes que estão quatro ou cinco. Mas está sempre alguém em frente ao Parlamento", garantiu, lembrando que as ações têm acontecido um pouco por todo o país e não só em Lisboa e Porto.

Entre outros protestos, a plataforma dos sete sindicatos da PSP e quatro associações da GNR marcou manifestações para 24 de janeiro, em Lisboa, e 31 de janeiro, no Porto.

Recorde-se que a contestação dos elementos da PSP e da GNR teve início após o Governo ter aprovado em 29 de novembro o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da PJ.

Leia Também: Sindicatos da PSP e GNR dizem que números do Governo não são rigorosos

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