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Prostituição foi tema neste teste em escola de Évora. "Isto é surreal"

Os utilizadores do Twitter, rede social na qual foi partilhada a fotografia das perguntas do teste, estão chocados com o que é pedido aos alunos.

Prostituição foi tema neste teste em escola de Évora. "Isto é surreal"
Notícias ao Minuto

12:44 - 01/02/23 por Notícias ao Minuto

País Évora

A fotografia de duas perguntas feitas no âmbito de um teste, realizado numa escola em Évora, estarão a causar alguma polémica na comunidade escolar, que está a ser amplificada nas redes sociais.

Em causa está o tema da prostituição, e, no segmento para escrever um texto, são colocadas duas hipóteses. "Coloca-te na pele de uma jovem mulher que caiu numa rede de prostituição. Escreve, com cuidado, um texto (150-180 palavras) em que reveles as circunstâncias que conduziram ao crime e o drama vivido pela vítima, através do seus pensamentos", lê-se na primeira opção.

Já a segunda hipótese está também relacionada com o tema. "Coloca-te na pele de um explorador sexual. Escreve, com cuidado, um texto (150-180 palavras) em que reveles as circunstâncias que conduziram ao crime e os argumentos para aceitação/rejeição do mesmo pelo criminoso, através dos seus pensamentos", lê-se.

Segundo os comentários da utilizadora que partilhou a fotografia no Twitter, o teste foi feito em janeiro deste ano, no âmbito da disciplina de Português.

"Quem fez a prova não está nada bem da cabeça", critica outro utilizador no Twitter. "Isso é surreal", descrevem, acrescentando que deverá ser "falso", acusação que a pessoa que partilhou a fotografia desmente. Ainda de acordo com os comentários, os alunos frequentam o 9.º ano da Escola Gabriel Pereira. 

Ao Jornal de Notícias, o diretor do agrupamento de escolas Gabriel Pereira, confirmou a situação, explicando que as perguntas foram feitas no âmbito de um trabalho "interdisciplinar entre Português, com a obra de Gil Vicente, e a disciplina de Cidadania". As questões terão surgido nesse contexto e, segundo o diretor, Fernando Martins, os docentes garantem que "há excelentes respostas".

Notícias ao Minuto tentou contactar o mesmo responsável, mas ainda sem sucesso até ao momento. 

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