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Corte nos professores nas escolas Ciência Viva compromete projetos

A presidente da Ciência Viva, Rosalia Vargas, disse hoje à Lusa que no próximo ano letivo haverá um corte de 60% no número de professores destacados nas escolas Ciência Viva que comprometerá a execução de projetos de ensino experimental.

Corte nos professores nas escolas Ciência Viva compromete projetos
Notícias ao Minuto

19:29 - 22/06/22 por Lusa

País Ciência Viva

A Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica tem 21 Centros Ciência Viva, onde funcionam Escolas Ciência Viva, e 708 Clubes Ciência Viva, que estão integrados em escolas dos ensinos básico, secundário e profissional. Os professores que trabalham na rede Ciência Viva estão em regime de mobilidade e tanto as Escolas Ciência Viva como os Clubes Ciência Viva promovem o ensino experimental das ciências e a literacia científica e tecnológica.

Para o ano letivo 2022-2023, a Ciência Viva solicitou ao Ministério da Educação a mobilidade de 57 professores para 21 Centros Ciência Viva e mais três instituições que, não tendo o estatuto de Centro Ciência Viva, têm Escolas Ciência Viva. A concretizar-se o corte, serão destacados pouco mais de 20 docentes, ficando cada Escola Ciência Viva com um professor em vez de dois ou três. Estes professores também funcionam como "elo de ligação" dos Clubes Ciência Viva e os estabelecimentos de ensino onde estão inseridos.

Segundo Rosalia Vargas, um corte "tão grande" no número de docentes pode "inviabilizar o trabalho em alguns Centros Ciência Viva" e colocar "dificuldades muito grandes na execução de projetos", incluindo de "melhoria do desempenho escolar" dos alunos.

De acordo com a presidente da Ciência Viva, que hoje esteve numa audiência parlamentar a expor o assunto, o Ministério da Educação justificou o corte com a falta de docentes nos estabelecimentos de ensino.

À Lusa, o Ministério da Educação reconheceu que, "face à falta de professores, tem de concentrar os seus recursos na oferta e garantia das aulas dos alunos".

Contudo, acrescentou, sem adiantar pormenores, que "já informou a presidente da Ciência Viva que está a procurar encontrar alternativas", salientando que "o processo de mobilidade de docentes ainda decorre".

Leia Também: Professores licenciados levam mobilidade por doença à Provedoria Justiça

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