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Norte conta com 209 centros de resíduos elétricos e eletrónicos

O Norte conta com 209 operadores de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) e os resíduos perigosos são geridos em 137 centros da região, segundo um levantamento da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Norte conta com 209 centros de resíduos elétricos e eletrónicos
Notícias ao Minuto

16:18 - 14/01/22 por Lusa

País CCDR-N

"Na Região Norte existem cerca de duzentos e nove (209) operadores licenciados para a gestão de REEE, representando 41% da totalidade de OGR [operadores de gestão de resíduos] regionais", pode ler-se num estudo da CCDR-N divulgado hoje.

O documento, intitulado "A região Norte e os operadores de gestão de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos", refere que 5% dos operadores de REEE "pertencem à rede de operadores das três entidades gestoras deste fluxo" em Portugal, que são a Electrão, a ERP Portugal e a Weecycle.

De acordo com um mapa apresentado no estudo, dos 209 centros contabilizados, 115 localizam-se na Área Metropolitana do Porto (AMP), 21 no Ave, 19 no Tâmega e Sousa, 19 no Cávado (92% do total) e 11 nas Terras de Trás-os-Montes, 10 no Douro, nove no Alto Minho e cinco no Alto Tâmega.

Por concelho, os que têm mais centros localizam-se todos na AMP, com a liderança a pertencer a Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), com 20 centros, seguido pelo concelho vizinho de Santa Maria da Feira (Aveiro), com 19.

Quanto aos resíduos perigosos, "são geridos em 137 (cerca de 66%) instalações" e 97% dedicam-se "à armazenagem com vista à valorização ou eliminação e cerca de 25% promovem operações de tratamento, sejam elas de triagem ou desmantelamento/despoluição".

Os REEE são equipamentos elétricos e eletrónicos "de que o detentor se desfaz ou tem a intenção ou a obrigação de se desfazer, incluindo todos os componentes, subconjuntos e materiais consumíveis que fazem parte integrante do equipamento", explica o estudo.

A CCDR-N assegura que "há vários anos" existem fiscalizações dos centros no Norte, com vista a avaliar desempenho técnico e cumprimento das normas, e alerta que ainda existem "grandes quantidades de resíduos que são recolhidos em circuitos paralelos".

Estes "não são sujeitos a tratamento com o mesmo grau de qualidade que os encaminhados na esfera do SIGREEE", o Sistema Integrado de Gestão dos REEE, "além de mascararem os dados de contabilização das metas de recolha e de valorização".

"Nestes casos contam-se a mistura de REEE com mistura de resíduos metálicos e a exportação sem autorização, assim como o furto e a vandalização para a remoção de componentes", detalha o estudo.

Nos centros, a CCDR-N elenca como problemática "a não separação dos REEE de outras tipologias de resíduos e o envio das misturas para destinos finais inapropriados", bem como a falta de "técnicas e procedimentos adequados à despoluição, desmantelamento e controlo de qualidade".

"A deposição de REEE nos contentores de resíduos urbanos indiferenciados, ou de embalagens e a acumulação doméstica constituem, também, outros dos fatores negativos", pode ler-se no texto.

Por outro lado, a CCDR-N destaca que "o caráter negativo associado aos resíduos tem vindo a ser alterado pela descoberta de oportunidade económica (criação de negócio), social (criação de emprego) e ambiental (poupança de recursos naturais)".

Aí, a comissão regional releva o papel do "reforço da recolha seletiva (novos circuitos - porta a porta), o envolvimento e sensibilização da população e a adoção de medidas que encarem os resíduos como recursos com valor" como práticas importantes.

"De acordo com os dados do reporte comunitário, apresentados em 2019 pela APA [Agência Portuguesa do Ambiente], foram colocados no mercado nacional 204.000 toneladas de EEE, tendo sido recolhidas 52.000 toneladas de REEE e idêntica a quantidade tratada", indica.

Segundo o estudo, uma tonelada de resíduos de equipamentos deste tipo pode originar cerca de 410 quilogramas de vidro, 260 de plásticos, 60 de papel e cartão, 60 de metal e 10 de madeira.

Leia Também: Câmara da Moita arranca com recolha porta-a-porta de biorresíduos

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