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Pais consideram que rankings escolares devem ser relativizados

Os encarregados de educação consideram que os 'rankings' devem ser olhados "com ponderação" e relativizados, mas admitem a sua utilidade para as escolas perceberem como podem melhorar a partir dos bons exemplos.

Pais consideram que rankings escolares devem ser relativizados
Notícias ao Minuto

07:37 - 21/05/21 por Lusa

País Escola

No dia em que são divulgados os 'rankings' das escolas, com base em dados do Ministério da Educação sobre os resultados dos exames nacionais de 2019/2020, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) voltou a defender que a sua importância é relativa.

Para Jorge Ascenção, estes dados e a forma como são analisados pela comunicação social podem ser úteis se servirem como ponto de partida para perceber os motivos para umas escolas terem melhores resultados do que outras, mas não como uma mera competição.

"Obviamente, a comparação ajuda-nos sempre a melhorar e a evoluir, se olharmos para ela desta perspetiva", defendeu o representante dos pais em declarações à agência Lusa.

Os dados que permitem avaliar e comparar as escolas começaram a ser divulgados pelo Ministério da Educação em 2001 e, passados 20 anos, Jorge Ascenção considera que o debate em torno dos 'rankings' tem evoluído favoravelmente.

"Nos últimos anos já tem havido algum cuidado na publicação de detalhar algumas questões, tentar perceber os contextos das escolas, fatores que possam justificar as condições", justificou.

No entanto, considera que ainda não é para esses detalhes que olham a maioria das pessoas: "A sociedade em geral olha com aquela perspetiva, da escola melhor e da escola pior".

Por isso, sem afastar em absoluto a pertinência desta forma de classificar as escolas, defende ainda assim a necessidade de outros modelos, que procurem avaliar tanto quanto possível a multiplicidade de fatores com influência no sucesso académico dos alunos.

Por outro lado, o presidente da Confap acrescentou ainda que este ano é ainda mais necessário relativizar os 'rankings', devido ao contexto em que decorreram os exames nacionais, com regras excecionais devido à pandemia de covid-19.

No ano passado, os exames finais do secundário foram facultativos, servindo apenas como provas de ingresso para o ensino superior, e os alunos beneficiaram de regras de classificação diferentes das habituais, para mitigar as desigualdades acentuadas pelo ensino à distância, sendo apenas contabilizadas as respostas às perguntas obrigatórias e aquelas em que o aluno tenha tido melhor pontuação.

Considerando estas novidades, Jorge Ascenção afirmou que "os exames não podem ser comparáveis aos anos anteriores".

"A forma de as escolas trabalharem, os conteúdos, os programas... Tudo isso não mudou significativamente para que houvesse essa alteração", disse, comentando a melhoria dos resultados na generalidade das provas, que em alguns casos subiram três valores em relação ao ano anterior.

A agência Lusa divulgou hoje as listas e a análises sobre os resultados dos alunos nos exames finais do secundário no ano letivo passado e as taxas de sucesso em 2018/19, através dos percursos diretos de sucesso da generalidade dos estudantes e dos mais carenciados, através de um novo indicador.

À semelhança dos percursos diretos de sucesso, que mostram os alunos que conseguem terminar um ciclo de ensino - o 3.º ciclo ou o secundário - sem nunca reprovar e que têm nota positiva nos exames nacionais, o novo indicador de equidade olha em concreto para os alunos com apoio de Ação Social Escolar.

A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência disponibiliza ainda uma ferramenta em que compara o percurso dos alunos de uma determinada escola ou região com todos os estudantes do país que, anteriormente, tinham um desempenho escolar semelhante, de forma a avaliar os níveis de superação.

Leia Também: Ministro considera listagens de escolas "injustas e redutoras"

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