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Autarca diz que operação de ontem foi "muito complexa" e explica atraso

Dezenas de imigrantes foram realojados esta madrugada no empreendimento Zmar, em Odemira.

Autarca diz que operação de ontem foi "muito complexa" e explica atraso

Após nova reunião da Task Force de Odemira, o presidente José Alberto Guerreiro falou na antena da TVI24, onde adjetivou a operação de ontem, de realojamento de imigrantes, como "muito complexa", uma vez que, acrescentou, "estamos a falar de cidadãos em situação muito frágil, de nacionalidades diferentes, condições diferentes".

De acordo com o autarca, estas pessoas "viviam num espaço onde coabitavam 70 pessoas", sendo que a "autoridade de Saúde considerou que apenas lá poderiam ficar 21, porque se trata de um espaço que tem mais do que um alojamento".

José Alberto Guerreiro reconheceu que "a operação foi mais complexa porque estava programada e depois houve dificuldades na operacionalização do Zmar", uma vez que "a administração, que havia estabelecido connosco um acordo para colaborar na gestão neste período, por volta da 13h15, transmitiu-nos que não era bem assim"

"Tivemos que alterar toda a metodologia que tínhamos e daí o atraso na operação, que estava programada ocorrer após o período laboral", justificou. Programada para as 20 horas, a ação de realojamento teve apenas lugar, recorde-se às 4h da madrugada: "Isso teve a ver com toda esta dificuldade de operação e também uma relação que se procurou estabelecer com todos e com as empresas"

O autarca de Odemira sublinhou ainda já ter da parte das entidades empregadoras "a confirmação de que elas próprias, em muitos casos, estão dispostas a assumir um realojamento condigno que, obviamente, terá fiscalização prévia"

Na opinião de José Alberto Guerreiro, foram, nesta fase, "garantidas as condições que tínhamos como objetivo: respeitar a condição humana, não hostilizar ninguém, permitir uma operação tranquila". 

De lembrar que cerca de 50 imigrantes que trabalham na agricultura na região de Odemira foram realojados durante a noite no complexo turístico Zmar e na Pousada da Juventude de Almograve, disse à Lusa fonte da Proteção Civil

Segundo o responsável da Proteção Civil no Alentejo, José Ribeiro, no Zmar foram realojadas cerca de 30 pessoas e na Pousada da Juventude em Almograve outras 21.

Todas as pessoas deste grupo, realojado durante a madrugada, estão negativas para o novo coronavírus, mas viviam em casas que "não garantem condições dignas de habitabilidade"

[Notícia atualizada às 14h27]

Leia Também: Advogados do Zmar contra "ocupação desproporcional" e "má-fé" do Governo

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