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Lisboa. Restaurante que invocou Constituição decidiu "não reabrir"

Lapo tinha referido o artigo 21 - Direito de Resistência - para se manter em funcionamento.

Lisboa. Restaurante que invocou Constituição decidiu "não reabrir"

O restaurante Lapo, em Lisboa, invocou o artigo 21 da Constituição Portuguesa - Direito de Resistência - para se manter aberto após as medidas de combate à Covid-19 decretadas na semana passada pelo Executivo de António Costa. Este sábado, contudo, deu 'um passo atrás' nesta decisão: "Depois de profunda análise e ponderação, decidimos não reabrir ontem. Esta decisão é motivada sobretudo por respeito à sensibilização dos agentes da PSP. Estudámos energicamente todas as vias disponíveis e muito brevemente partilharemos mais informação sobre as acções que iremos desenvolver", escreveram numa longa mensagem publicada nas redes sociais.

Agradecendo "a avalanche de manifestações de apoio que recebemos de todo o país" após terem revelado que se iriam manter em funcionamento, os proprietários, António e Bruna, publicaram um post no Facebook onde dizem também um 'obrigado' aos "agentes da PSP pela forma correcta e profissional como procederam na noite de sexta-feira", em que o estabelecimento estava aberto ao público. "Compreendemos a posição ingrata em que eles se encontram e somos solidários com o conflito interior na imposição de medidas que também eles, enquanto cidadãos, seguramente interpretarão como atentados contra os direitos mais elementares dos portugueses: Direito à Subsistência, ao Trabalho e à Vida".

"Além disso", prosseguem, ambos dizem ter ficado "muito felizes por, finalmente, ter tanta polícia à porta, em permanência, depois de tantos anos de luta inglória, de tantas cartas para Junta de Freguesia da Misericórdia, Câmara Municipal de Lisboa, Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, Procuradoria-Geral da República, MAI, denunciando a inércia das autoridades perante a colonização da zona da Bica e de Santa Catarina por gangues que se dedicam ao roubo e ao tráfico de droga, conduzindo moradores e comerciantes ao desespero".

No final da mensagem, António e Bruna asseguraram que reabrirão o Lapo "em breve" e "em força". "A todos os proprietários de restaurantes, pequenos negócios e comércio local: mantenham-se fortes e determinados! Aguardem por novidades! Jamais abdicaremos da nossa liberdade e de lutar pela vida e pela dignidade!"

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