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Furto de armas Glock. Polícia condenado a 9 anos e 8 meses de prisão

Luís Gaiba, agente da PSP, e mais 11 arguidos estavam acusados pelo Ministério Público pelo furto das armas da PSP, crimes alegadamente cometidos entre dezembro de 2015 e janeiro de 2017. Foi conhecida esta sexta-feira a decisão do tribunal.

Furto de armas Glock. Polícia condenado a 9 anos e 8 meses de prisão

O agente da Polícia de Segurança Pública Luís Gaiba foi condenado a nove anos e oito meses de prisão, no âmbito do processo do furto das armas Glock.

Como avança a TVI24, o tribunal deu como provado que o agente retirou do armeiro da PSP as 55 armas Glock, carregadores e kits de limpeza. 

A mulher do agente, Huesley Gaiba dos Santos, foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa na sua execução. António Laranjinha, também arguido no processo de Tancos, ainda de acordo com a estação de Queluz, foi condenado a cinco anos e 10 meses de prisão. 

O tribunal considerou provado que o agente Luís Gaiba entregou as armas a António Laranjinha. Este encontrou-se com a mulher do agente da PSP no convento de Mafra para “entregar um saquinho”. Laranjinha foi acusado de, depois, ter vendido as Glock a pessoas ligadas a tráfico de droga.

João Paulino, o principal arguido no processo de Tancos, foi absolvido.

Luís Gaiba, recorde-se, tinha sido suspenso de funções, e respondeu em julgamento por associação criminosa, tráfico e mediação de armas, branqueamento de capitais, detenção de arma proibida e peculato.

Na tese defendida pelo Ministério Público, Luís Gaiba percebeu que o controlo das armas se encontrava fragilizado, que o seu registo não era atualizado e que, devido à dispersão das chaves de acesso às instalações, não havia qualquer tipo de registo de acesso ao local e aproveitou as falhas de supervisão e controlo para furtar as armas, avaliadas em cerca de 20 mil euros, e vendê-las em circuitos paralelos de tráfico de armas e droga.

Para além de Gaiba, da mulher, de António Laranjinha e de João Paulino, foram também acusados de terem participado no processo os arguidos Mário Cardoso, Armando Barros e Manuel Neves, relativamente aos quais ainda não é conhecida a decisão do tribunal. 

O grupo vendeu as armas a um conjunto de pessoas que estavam acusadas de tráfico de droga em Portugal, Espanha e Reino Unido e em cujos processos foi possível apreender algumas das pistolas da polícia.

Este caso remonta a janeiro de 2017, quando foi detetado o desaparecimento de armas Glock e respetivos estojos, dois carregadores e os kits de limpeza, após a apreensão de uma arma de fogo da polícia durante uma operação policial no Porto.

[Notícia em atualização]

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