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Algarve. Migrantes intercetados na Praia do Farol vão ficar no Linhó

"A decisão que foi tomada pela juiz foi para que estes senhores ficassem detidos em Centros de Detenção temporário à espera do que vai acontecer neste processo", explicou o advogado à RTP. Mas, devido ao "esgotamento da capacidade de instalação", vão ser encaminhados para o Linhó.

Algarve. Migrantes intercetados na Praia do Farol vão ficar no Linhó

Os 21 migrantes que, esta terça-feira, foram intercetados numa embarcação que deu à costa na Praia do Farol foram hoje presentes ao Tribunal de Faro, onde foram ouvidos. À RTP, o advogado de defesa, André Santos Pereira, referiu que estes vão ficar detidos em Centros de Detenção. 

"A decisão que foi tomada pela juiz foi para que estes senhores ficassem detidos em Centros de Detenção temporário à espera do que vai acontecer neste processo", explicou o advogado. 

Posteriormente, em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) esclareceu que, "perante o esgotamento da capacidade de instalação dos centros de instalação temporária", o Tribunal determinou que os jovens vão ser conduzidos ao Estabelecimento Prisional do Linhó, onde "aguardarão os trâmites do processo de afastamento que lhes vier a ser instaurado".

Explica ainda a autoridade que todos os jovens realizaram os testes à Covid-19, "todos com resultado negativo".

Recorde-se que uma embarcação com 21 migrantes foi esta terça-feira intercetada pelas autoridades na praia do Farol, em Faro, de acordo com o confirmado pela Unidade de Controlo Costeiro da GNR ao Notícias ao Minuto.

Será um grupo de migrantes oriundos do Norte de África, na faixa etária dos 20 anos, todos do sexo masculino, que foram detetados a desembarcar na Ilha do Farol (também conhecida como praia do Farol) ao final da tarde.

Em junho, já tinham sido detetadas, em duas ocasiões diferentes, embarcações com cidadãos marroquinos, ao largo de Quarteira e de Olhão, que acabaram por desembarcar e receber assistência, sendo também submetidos ao teste da Covid-19.

Em janeiro, um outro grupo de 11 migrantes tinha chegado à costa algarvia, antecedido de uma embarcação com oito homens, em dezembro de 2019.

Já ontem, a diretora nacional do SEF afirmou que é "inegável" a sucessão de desembarques de migrantes marroquinos na costa algarvia, com o último a acontecer terça-feira, mas considerou "prematuro" falar da existência de uma rota de imigração ilegal.

"Passado este tempo [desde o primeiro desembarque, em dezembro] é inquestionável e é inegável que houve uma sucessão muito próxima no tempo de desembarques inesperados e que têm muitas semelhanças todos entre eles", disse Cristina Gatões.

[Notícia atualizada às 16h26]

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