Meteorologia

  • 02 JULHO 2020
Tempo
22º
MIN 16º MÁX 25º

Edição

Há 14 crianças internadas no Dona Estefânia. Duas em estado grave

Briefing diário de hoje contou com a presença do secretário de Estado da Saúde e da diretora-Geral da Saúde.

Há 14 crianças internadas no Dona Estefânia. Duas em estado grave

A conferência de imprensa diária de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus (Covid-19) começou pouco depois de divulgado o boletim epidemiológico desta segunda-feira - que dá conta de mais 14 mortos, 165 novos casos e 273 recuperados - contando com a presença do secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales e da diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas.

Graça Freitas confirmou esta segunda-feira que estão internadas 14 crianças com Covid-19 no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, duas das quais em estado grave.

A responsável não conseguiu confirmar se as crianças em estado grave têm menos de um ano, tal como foi noticiado, mas adiantou que são "muito pequenas" e que sofrem de doenças crónicas graves, "um doente renal e um com uma doença hematológica".

Do total de menores internados nesta unidade hospitalar, Graça Freitas revelou que "três vieram do Alentejo, outra de um pais dos PALOP", não querendo associar, para já, estes casos ao desconfinamento. "É prematuro associar números ao desconfinamento”, atirou.

"Desconfinar não é descontrair"

Antes de Graça Freitas confirmar estas informações, falou Lacerda Sales. O governante anunciou que chegaram a Portugal, este domingo, "60 ventiladores que são cruciais para a nossa capacidade de resposta em cuidados intensivos" e adiantou que, nas próximas semanas vão chegar mais.

Talvez devido ao elevado número de portugueses que, este fim de semana, acorreram à praia, antes de passar a palavra à diretora-geral da Saúde, o secretário de Estado, alertou: "Desconfinar não é descontrair. Temos o dever cívico de nos protegermos e de protegermos os outros".

"Há muito poucos casos de óbitos"

Ainda antes de passar a palavra aos jornalistas, Graça Freitas fez um esclarecimento relativamente ao número de óbitos. A responsável começou por explicar que os certificados de óbito em Portugal são anónimos, eletrónicos e emitidos pelo médico, sublinhando desta forma que podem existir “pequenas diferenças no número de óbitos a cada dia” e que os jornalistas não devem estranhar essas diferenças.

Por exemplo, salientou, pode acontecer, que, perante um óbito, o médico declare como suspeito do novo coronavírus e depois de a autópsia isso se venha a confirmar. Tal como pode acontecer o contrário. “Há muito poucos casos de óbitos, não estranhem verem pequenas diferenças", rematou Graça Freitas.

121 trabalhadores da Azambuja infetados com Covid-19

Sobre os trabalhadores da Sonae da Azambuja, a diretora-geral  da Saúde revelou que, até ao momento, foram realizados 346 testes, 121 dos quais tiveram resultado positivo. Destes casos diagnosticados com Covid-19, cerca de 30 apresentam sintomas e apenas um está internado, mas estável.

foram realizados testes noutras indústrias e noutras empresas da região, tendo sido detetados dois casos positivos numa dessas empresas e três noutra.

Vai existir ou não uma segunda vaga de Covid-19?

Questionada sobre as declarações da diretora de Saúde Pública da Organização Mundial da Saúde, que disse ser cada vez mais improvável que venha a haver uma segunda vaga de Covid-19, Graça Freitas não quis pronunciar-se, por existirem vários “estudos que indicam em diversos sentidos”.

Permanência nos hospitais por razões sociais? “Preocupa-nos há bastante tempo”

Já sobre a permanência de cerca de 20% dos doentes nos hospitais por razões sociais, António Lacerda Sales admitiu que este “é um problema que preocupa há bastante tempo” e “é natural que se tenha agudizado um pouco com o surto epidémico”.

O secretário de Estado da Saúde explicou que se trata de um “enorme desafio para o planeamento de políticas sociais” e afirmou que “serão, com certeza, necessárias sempre e melhores políticas sociais de apoio aos familiares e idosos”. Contudo, sublinhou que a rede social de cuidados integrados “tem respondido de forma adequada”.

“Temos neste momento uma cobertura de 64%, dispersa pelas diferentes regiões. Temos alargado estas respostas”, reiterou.

Supercontagiosos? "Há em cada pandemia"

Por fim, questionada sobre o estudo da Faculdade Medicina da Universidade de Santiago de Compostela e do Instituto de Investigação em Saúde Pública espanhol, que concluiu que mais de um terço de infetados são “supercontagiosos”, Graça Freitas adiantou que em Portugal também se irá fazer um estudo semelhante e admitiu que há doentes "supercontagiosos" em todas as pandemias.

“Há pessoas que têm capacidade muito grande de contagiar outra e isso tem que ver com as suas próprias circunstâncias [...]. A vida social das pessoas contribui muito para que possam ou não disseminar o vírus”, disse adiantando que "em cada pandemia há os super contagiosos, não por características do vírus, mas dos contextos sociais".

Reveja em direto o briefing diário de hoje:

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório