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Câmara de Viseu condiciona parque urbano e encerra parque infantil

A Câmara de Viseu condicionou, a partir de hoje, o parque urbano da cidade e encerrou um parque infantil, além de ter alertado as autoridades para os aglomerados de pessoas em determinados espaços.

Câmara de Viseu condiciona parque urbano e encerra parque infantil

"Têm-nos chegado relatos da grande concentração de pessoas no parque urbano de Santiago e na Ecopista do Dão -- no troço citadino até Tondelinha. Reiteramos que não são permitidas atividades lúdicas e desportivas coletivas, as quais são punidas por lei no âmbito do Estado de Emergência que está em vigor. Apelamos também a uma intervenção mais firme das autoridades policiais", publicou o presidente da Câmara, Almeida Henriques, na sua página do Facebook.

Assim, e tendo em conta as medidas de prevenção à pandemia covid-19, o executivo autárquico decidiu que "a utilização do parque está condicionada" e que "não é permitida a concentração de pessoas, não são permitidas atividades lúdicas ou desportivas coletivas, como jogar às cartas ou jogos com bola coletivos".

"O parque infantil encontra-se encerrado e a atividade física ou de recreio com crianças está limitada a períodos de curta duração", lê-se no comunicado publicado pelo autarca.

À agência Lusa, o comandante da PSP de Viseu contou que está "a apertar mais a vigilância, mas numa postura de sensibilização" e, até à data, "ainda não houve qualquer medida de intervenção por desobediência, as pessoas têm tido boa receção das recomendações" da força de segurança.

"Temos recebido algumas denúncias, mas o que se tem verificado é que quando chegamos ao local as pessoas já nem lá estão. No início, havia mais ajuntamentos, agora as pessoas estão mais conscientes. Depois, há um ou outro caso pontual como, por exemplo, à porta de restaurantes na venda de comida para fora, as pessoas acabam por se juntar na rua", contou Vítor Rodrigues.

O comandante acrescentou que, segundo os agentes, "já houve uma ou outra intervenção de sensibilização e informação", porque, numa das vezes, "as pessoas compraram as bifanas e umas cervejas e ficaram na rua a comer e a beber".

"É expressamente proibido o consumo de bebidas alcoólicas na via pública", tendo em conta o Estado de Emergência que se vive, explicou o comandante, que disse que "após o aviso por parte dos agentes o grupo acatou as instruções e dispersou, como tem acontecido sempre".

Também o relações públicas do comando territorial de Viseu da GNR contou à agência Lusa que "o patrulhamento foi reformulado" e que estão a "readaptar a vigilância, tal como toda a gente se está a readaptar a estes novos tempos"-

"A GNR tem feito um trabalho mais de sensibilização e pedagógico", disse.

"As pessoas não estão proibidas de fazer a sua caminhada e nós estamos a sensibilizar, nomeadamente na ecopista, para que mantenham o distanciamento adequado e de segurança e o façam sozinhos ou, no máximo, duas pessoas e as pessoas têm acatado bem as nossas orientações", explicou o tenente-coronel Adriano Resende.

Entre os locais que a GNR tem vigiado estão as associações locais e os centros culturais das localidades, nomeadamente os que têm bar aberto à população" e, aqui, o responsável explicou que "tem havido alguma intervenção na sensibilização de que só pode estar aberto se vender para fora e estão proibidos os ajuntamentos lá dentro".

"Sabemos que muitas pessoas de idade estão habituadas a passar as suas tardes a jogar às cartas, cada um no seu lado da mesa, mas estamos a dar instruções para não o fazerem, não é permitido, e, até à data, as pessoas estão a respeitar as nossas orientações e ainda não verificámos que voltassem ao mesmo", explicou Adriano Resende.

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