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Violência nos dias de maior calor pode aumentar com alterações climáticas

Os dias de calor extremo aumentam o risco de violência e podem aumentar com as alterações climáticas, segundo os autores de um estudo que analisou a ligação calor/violência na Rússia.

Violência nos dias de maior calor pode aumentar com alterações climáticas
Notícias ao Minuto

18:07 - 10/01/20 por Lusa

País Estudo

Um dos autores do estudo, José Tavares, da faculdade de Economia e Gestão da Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE), disse à agência Lusa que na análise dos dados se concluiu que há uma relação entre os dias de mais calor e os atos de "violência extrema" concretizados em homicídios e outros crimes.

A mediar essa relação há "fatores intermediários" como o consumo de álcool, "que potencia a violência", praticada maioritariamente por homens.

Em dias mais quentes - no caso do estudo, temperaturas acima dos 25 graus - aumenta a probabilidade de aumentar o número de mulheres assassinadas, que atinge também picos ao fim de semana, podendo também estar relacionada com a violência doméstica.

São esses fatores intermediários a que o investigador português e os seus colegas Olga Popova e Vladimir Otrachshenko se querem dedicar para prosseguir o estudo, publicado no fim do ano passado.

Os autores, todos da área dos estudos económicos, admitem que o seu campo científico "mal se debruçou sobre como temperaturas desconfortavelmente quentes ou frias podem desencadear comportamentos individuais agressivos".

"Isto contrasta com os estudos em biologia e psicologia" em que a ligação meteorologia-comportamento é ubíqua", referem os autores do artigo publicado na página do Centro para a Investigação em Política Económica.

"Com as alterações climáticas a fazerem subir temperaturas em todo o mundo, é possível que venhamos a ver níveis mais altos de agressões", propõem.

O impacto das temperaturas quentes nos níveis de violência "supõe custos pessoais, sociais e económicos substanciais", afirmam os autores do estudo, em que se conclui que cada mulher assassinada poderia ter vivido em média mais 26,8 anos e cada homem 25,1 anos.

"Salários mais baixos e desemprego mais elevado interagem com as temperaturas altas para fazer aumentar a incidência de homicídios", concluem ainda.

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