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"Se houver retrocesso" da Esquerda, haverá consequências

O secretário-geral comunista defendeu hoje o reforço da CDU nas eleições legislativas, alegando que se houver um retrocesso da votação à esquerda não será o PCP ou "Os Verdes" a pagar as consequências, mas, sim, o povo.

"Se houver retrocesso" da Esquerda, haverá consequências

"Se houver retrocesso, se andarmos para trás, não é o PCP nem o partido ecologista 'Os Verdes' que pagarão as consequências", mas "o povo", afirmou Jerónimo de Sousa, nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria.

Num jantar com cerca de duas centenas de militantes e simpatizantes, o secretário-geral do PCP alertou que se nas eleições de 06 de outubro "se alterar a relação de forças" na Assembleia da República o país "andará para trás".

"Eles [PS, PSD e CDS] pensam que se avançou demais e que isto agora é dar tudo a todos", quando, na prática, "apesar destes avanços, continuam a existir problemas de fundo na sociedade portuguesa", considerou.

Num discurso marcado por críticas ao PS, "que não se libertou da política de direita", Jerónimo de Sousa ironizou com o anúncio de António Costa sobre "erradicar a pobreza em Portugal" sem "propor medidas concretas".

A intenção "é de homem", disse, mas se o secretário-geral do PS e primeiro-ministro quer mesmo acabar com a pobreza "então acabe com este drama de milhares e milhares de trabalhadores que trabalham empobrecendo devido aos salários baixos que têm" e "aumente o salário mínimo", sugeriu o líder do PCP.

O aumento do salário mínimo é uma das várias propostas que integram o programa com que os comunistas pretendem atrair os votos dos portugueses e reforçar a posição do partido nas eleições legislativas.

"Estamos longe de perder a dignidade e a coragem de continuar a acreditar que é possível uma vida melhor, num país mais desenvolvido e de progresso", assegurou Jerónimo de Sousa, sustentando ser por isso que a CDU trava "esta batalha" eleitoral.

A intervenção de Jerónimo de Sousa foi antecedida pela de Heloísa Apolónia, cabeça de lista da coligação pelo distrito de Leiria, onde a CDU não elege um deputado desde 1985.

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