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Associação. Portugal tem longo caminho a percorrer nas acessibilidades

A Associação Salvador considerou hoje que Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer quanto às acessibilidades, apesar do prémio "Destino Turístico Acessível 2019" e exige que o próximo Governo assuma um compromisso de aposta nesta área.

Associação. Portugal tem longo caminho a percorrer nas acessibilidades
Notícias ao Minuto

11:05 - 12/09/19 por Lusa

País Salvador

Portugal venceu o prémio "Destino Turístico Acessível 2019" da Organização Mundial do Turismo (OMT), que reconhece o esforço na promoção de acessibilidades.

A distinção foi entregue na terça-feira durante a 23.ª assembleia-geral da OMT, em São Petersburgo, na Rússia.

Hoje, em comunicado, a Associação Salvador congratulou-se com o prémio que Portugal recebeu, considerando que tem sido feito um esforço na área das acessibilidades, mas ainda não é suficiente.

De acordo com a associação, o prémio pode impulsionar o compromisso para uma aposta na área, mas "há ainda um longo caminho a percorrer, com urgência, se Portugal quiser posicionar-se como um destino turístico acessível".

No comunicado, Salvador Mendes de Almeida, presidente e fundador da Associação Salvador, reconhece o esforço da Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência e pelo Turismo de Portugal, considerando que o prémio vai contribuir para uma mudança na área do Turismo Acessível, assim como o Programa Praias Acessíveis.

"Mas será suficiente? Não posso concordar que vivo no melhor destino de turismo acessível se nunca consigo ir sozinho à rua porque me vou deparar com uma série de obstáculos (o principal são os passeios não rebaixados), se uma parte considerável dos serviços públicos, incluindo centros de saúde, não são acessíveis, se tenho de ligar para 10 restaurantes até encontrar um onde possa entrar", refere.

Salvador Almeida lembra que "continuam a abrir espaços todos os dias sem acessibilidades e realizam-se obras mal feitas, incluindo passadeiras mal rebaixadas ou rampas demasiado inclinadas, que não é possível utilizar".

"Existe uma lei de 2006, que necessita urgentemente de ser revista, pois por um lado contempla inúmeras exceções, e por outro lado já foi superado em muito o tempo limite de adaptação que previa para os diferentes tipos de espaços, sem que tivesse existido fiscalização e penalizações", sublinhou.

Nesse sentido, a associação Salvador exige que o Governo atual e do próximo mandato assumam o compromisso da aposta nesta área das acessibilidades.

Salvador Mendes de Almeida salienta que "a fiscalização por parte das entidades responsáveis como as Câmaras Municipais e Instituto Nacional de Reinserção tem de ser exigida.

"A lei tem de ser revista neste novo ano, assim como as verbas alocadas para a área das acessibilidades. Só assim realmente poderemos falar num caminho para sermos um destino de turismo acessível", frisou.

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