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Defesa espera solução das Finanças para Hospital Militar "ainda hoje"

O ministro da Defesa admitiu hoje, em Bruxelas, que aguarda com "alguma urgência" que o Ministério das Finanças desbloqueie 4 milhões de euros para o Hospital das Forças Armadas (HFAR), mas disse acreditar que será encontrada uma solução "ainda hoje".

Defesa espera solução das Finanças para Hospital Militar "ainda hoje"

Em declarações à imprensa à margem de uma reunião de ministros da Defesa da NATO, João Gomes Cravinho, reagindo à notícia do Correio da Manhã sobre os problemas de financiamento do Hospital Militar, confirmou que espera desde janeiro que as Finanças afetem uma verba de mais de 4 milhões de euros.

O ministro declarou que "é evidente que esta situação não se pode prolongar", mas sublinhou que "não falta dinheiro, falta apenas encontrar uma solução para uma questão jurídico-financeira" que o Ministério das Finanças "tem mostrado disponibilidade" em resolver, o que espera que aconteça ainda hoje.

Dos 4,2 milhões de euros, foram transferidos menos de 400 mil euros, adianta o Correio da Manhã, que cita uma resposta escrita dada aquele jornal pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

"O que acontece é que estamos em negociações com as Finanças para a aprovação de um despacho meu, de janeiro, que faz uma afetação de verbas de cerca de 4 milhões, um pouco mais de 4 milhões de euros, do Exército, da Força Aérea e da Marinha para a chamada saúde assistencial de cada um dos ramos e da família militar, e tem havido algumas dificuldades na aprovação desse despacho por parte das Finanças", começou por referir, apontando que se trata de problemas relacionados com "questões muito técnicas".

Revelando que tinha uma chamada "da parte do secretário de Estado do Orçamento", com quem ainda não teve oportunidade hoje de falar, devido às reuniões na Aliança Atlântica, o ministro da Defesa comentou que o telefonema "seguramente terá a ver seguramente com isso" e admitiu esperar boas notícias.

"Eu suponho que haverá uma identificação de uma questão técnica, porque há questões muito técnicas, questões-jurídico financeiras a resolver. Mas não falta dinheiro, falta apenas encontrar uma solução para uma questão jurídico-financeira, que está do lado do Ministério das Finanças, e o Ministério das Finanças tem mostrado disponibilidade em encontrar uma solução", disse.

Sublinhando que a falta de financiamento não teve efeitos graves -- "ninguém deixou de ser atendido no HFAR, nenhum medicamento deixou de ser distribuído", assegurou -, o ministro reiterou todavia que é uma questão "que tem agora alguma urgência", mas, insistiu, "ainda hoje será encontrada a solução necessária para essa questão".

Quanto à possibilidade de o Hospital Militar ser "aberto" à ADSE (Instituto de Proteção e Assistência na Doença), o ministro admitiu que essa é uma possibilidade, mas apontou que "essa questão", que "apareceu nos jornais", ainda "não foi colocada", e sublinhou que só avançará se houver "capacidade supletiva", pois a família militar em geral terá necessariamente que ter prioridade.

"A própria ADSE não abordou o HFAR sobre essa matéria. Eu creio que a prazo nós seguramente que vamos explorar todas as possibilidades que existem para que, qualquer que seja a capacidade supletiva que exista por parte do HFAR que seja colocado à disposição do Serviço Nacional de Saúde e também os utentes da ADSE na medida em que houver capacidade supletiva", disse.

No entanto, realçou, "obviamente que são os utentes da ADM (Assistência na Doença aos Militares) e a família militar em geral que têm que ter prioridade no Hospital das Forças Armadas".

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