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Amputadas pernas de militar português ferido na República Centro-Africana

O militar está internado no Hospital das Forças Armadas depois de ter sido transportado esta manhã para Portugal.

Amputadas pernas de militar português ferido na República Centro-Africana

O militar português que ficou gravemente ferido, na quinta-feira, num acidente de viação na República Centro-Africana, teve de ter as duas pernas amputadas. O esclarecimento foi prestado num comunicado emitido pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, onde é dado conta que a cirurgia terá sido levada a cabo no hospital militar da missão das Nações Unidas na capital do país, em Bangui.

Após a intervenção, o soldado comando, integrado na Força de Reação Rápida Portuguesa, foi transferido para Lisboa, numa aeronave da Força Aérea, "com acompanhamento médico a bordo". A viagem teve 6 horas de duração.

Pelas 14h45 desta sexta-feira, o militar deu entrada no  serviço de urgência do Hospital das Forças Armadas, "consciente, colaborante, orientado e hemodinâmicamente estável". Por agora deverá ficar internado na Unidade de Cuidados Intensivos de forma a ser monitorizado e vigiado, mas segundo o documento, está prevista "uma evolução e prognóstico favoráveis".

O EMGFA informa ainda que "está em curso um processo de averiguações deste acidente em serviço, para apuramento das causas que levaram ao despiste da viatura".

Recorde-se que o acidente aconteceu enquanto realizavam um trajeto logístico junto à região de Bouar, situada a 350 quilómetros a noroeste da capital do país, quando ocorreu o despiste e capotamento de uma das viaturas táticas ligeiras blindadas HMMWV, vulgarmente conhecidas por "Humvee".

O conflito neste país, com o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária. O Governo controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA).

[Notícia atualizada às 17h40]

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