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Agente da PSP conta agressão nas redes sociais. Testemunho torna-se viral

Rodrigo Jesus foi agredido por três homens e esteve de baixa médica durante seis meses. Passaram três anos, mas agressores ainda não foram julgados.

Agente da PSP conta agressão nas redes sociais. Testemunho torna-se viral

A condenação de oito agentes da PSP, da esquadra de Alfragide, na Amadora, por crimes de sequestro e ofensas à integridade física agravada, num caso que envolvia, alegadas, agressões e insultos racistas a seis jovens da Cova da Moura, tem dado muito que falar.

Muitos são os que elogiam as condenações. Outros tantos que se manifestam contra as mesmas e que pedem igual justiça para os cidadãos que exercem violência contra agentes das forças de segurança.

É o caso de Rodrigo Jesus, um jovem de Castelo Branco a trabalhar como polícia numa esquadra de Lisboa. O agente decidiu partilhar nas redes sociais a sua opinião sobre a condenação dos colegas, ao mesmo tempo que conta que foi agredido há três anos, por três homens, e que estes ainda não foram a julgamento.

Após a surpreendente notícia dos meus oito colegas acusados, apeteceu-me desabafar um pouco acerca da balança jurídica do nosso país, que baloiça consoante o poder político e não com peso da razão ou da prova”, começa por dizer Rodrigo Jesus, assumindo-se desiludido com a Justiça portuguesa.

De seguida, o agente da PSP conta que, no dia 25 de abril de 2016, foi vítima de uma agressão violenta por parte de três homens, que furtaram um motociclo. Durante a perseguição aos mesmos, foi agredido por arremesso de telhas e pedras.

Dessas agressões, resultou, segundo conta Rodrigo, “uma hora de cirurgia para levar nove pontos na face e 17 agrafos na cabeça”.

Os alegados agressores acabaram detidos e, ao serem presentes a tribunal para primeiro interrogatório judicial, “dois foram libertados com termo de identidade e residência e um outro, o principal agressor, extraditado por incorrer no crime de imigração ilegal”.

Ainda de acordo com este agente, passaram três anos desde as agressões e ainda não houve julgamento porque “não conseguem notificar o [o único que foi considerado] agressor”.

O agente afirma que, devido às agressões, ficou de baixa médica seis meses, impedido de trabalhar e de realizar gratificados, que “iludem o baixo salário mensal auferido” e ainda teve de "gastar dinheiro" com a farda danificada.

O Rodrigo Jesus termina a publicação pedindo justiça e ações concretas e não “selfies” para “os que todos os dias e noites saem de casa sem saber se voltam, para proteger Portugal e os seus cidadãos de bem”.

Em menos de um dia, a publicação já conseguiu mais de 11 mil visualizações, 10 mil partilhas e mais de 3 mil comentários.

 

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