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A (falta de) resposta do INEM e os pedidos de explicação da oposição

Face às notícias que têm vindo a público relativas à suposta falta de capacidade do INEM face à onda de calor, os partidos de Direita pedem explicações ao Governo de Costa.

A (falta de) resposta do INEM e os pedidos de explicação da oposição
Notícias ao Minuto

08:50 - 07/08/18 por Filipa Matias Pereira 

País Emergência

Nos últimos dias, as temperaturas que se fizeram sentir em Portugal ultrapassam máximos históricos. No passado sábado, pelas 17h00, as temperaturas estavam acima dos 45 graus em 16 das 96 estações que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) utiliza para medição. Em 26 locais do país foram ultrapassados novos máximos históricos.

E este foi um cenário determinante para que aumentassem, nos últimos dias, em 20% as chamadas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Em declarações à agência Lusa, fonte oficial do INEM explicou que este aumento correspondeu  a "umas significativas" 764 chamadas a mais, por dia, entre quarta-feira e domingo, comparando com o período homólogo do ano passado.

E apesar de, segundo a mesmo fonte, ter havido um “reforço de operacionais” e de estes terem manifestado “um esforço acrescido”, na madrugada de segunda-feira, pelas 2h30, o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM tinha 18 chamadas em espera e o número de chamadas em ‘call-back’ (recuperação de chamadas desligadas) era cerca de 90. Estes são os dados divulgados pela Associação de Proteção e Socorro (APROSOC) em comunicado citado pela Lusa.

Saliente-se que este tema ganha especial relevância numa altura em que, segundo foi noticiado pelo Correio da Manhã, a central do INEM de Oeiras, que serve nove distritos do sul do país, está com falta de pessoal, tendo atualmente quatro funcionários quando o ideal seriam 12, o que fez aumentar o tempo de atendimento durante o mês de agosto.

Perante este cenário, o CDS mostrou-se “surpreendido” com a falta de pessoal no serviço de Centros de Orientação de Doentes Urgentes. "O que se verifica, num momento particularmente intenso do ponto de vista das emergências médicas, é uma linha a funcionar com prazos de atendimento substancialmente superior aos desejáveis e esperáveis", afirmou o vice-presidente do CDS Adolfo Mesquita Nunes em declarações à Lusa.

O grupo parlamentar centrista garantiu ainda que seria entregue uma pergunta ao Governo para o questionar "porque está esta linha a funcionar nestas condições e o que vai ser feito de imediato para que possa ser reposta" a linha de emergência.

Também o PSD não ficou indiferente a esta situação e, através do deputado Ricardo Baptista Leite, exigiu aos Ministérios da Administração Interna e da Saúde "ação rápida no terreno" para que garantam respostas em "tempo devido" na linha de emergência 112.

O deputado sublinhou que o PSD não quer "contribuir para qualquer forma de alarmismo", mas sim para "ver soluções", admitindo chamar os ministros da Administração Interna e da Saúde ao Parlamento, mesmo antes de setembro, caso se justifique.

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