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Tourada: "Que não se use o dinheiro que é de todas/os"

Esta é a posição da ANIMAL, uma organização não-governamental de defesa dos direitos fundamentais dos animais não-humanos.

Tourada: "Que não se use o dinheiro que é de todas/os"
Notícias ao Minuto

11:50 - 21/06/18 por Filipa Matias Pereira 

País ANIMAL

Sabia que há apenas três países europeus onde ainda existe tauromaquia? Portugal, França e Espanha são as únicas referências na Europa a manter as touradas.

De acordo com o comunicado enviado às redações, foi recentemente divulgada a criação, em Madrid, do Conselho Internacional de Tauromaquia (CIT). E a “criação desta instituição vem, uma vez mais, demonstrar o desespero do setor tauromáquico, que enfrenta cada vez mais contestação social em todos os oito países onde ainda é legal”, revela a ANIMAL, membro fundador e coordenador da Rede Internacional para a Abolição da Tauromaquia.

André Viard, do Observatório Nacional das Culturas Tauromáquicas, terá dito que foi proposto “estabelecer barreiras jurídicas para que se algum político quiser fazer-se famoso proibindo a festa que veja que isso não virá de forma gratuita, que será levado aos tribunais". E para a ANIMAL, esta postura demonstra, “uma vez mais, a falta de compreensão do significado de democracia e da liberdade que a comunidade política tem de propor alterações legislativas. Querer levar a tribunal alguém que proponha uma alteração legislativa é absolutamente surreal”.

Para Rita Silva, presidente da ANIMAL, "além do que já vamos lendo e escutando nos fóruns privados que prova quão bem os defensores da tauromaquia sabem que esta atividade está a acabar por conta da crescente objeção social, o que foi agora dito aquando da criação do CIT só mostra, uma vez mais, a sua aflição. Entre outras coisas referem que o Conselho é criado devido a uma preocupação pelas diferentes formas de discriminação e de violência que a tauromaquia sofre amiúde. Pois bem, para quem é abolicionista da tauromaquia, o combate a esta atividade tem que ser necessariamente pacífico, até porque visa que uma atividade que se baseia na violência contra animais termine."

O comunicado esclarece ainda que "a tauromaquia ainda é uma atividade legal em Portugal, contudo, e dada a polémica que circunda tal atividade, a ANIMAL defende que esta se subsidie a si própria. Se a indústria quer seviciar animais para fins de entretenimento, então que não use o dinheiro que é de todas/os para ajudar a manter essa indústria. Sabemos que é esse apoio público que ainda a sustém, portanto, queremos fechar essa fonte. Essa é, para nós, a chave". 

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