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A detenção de Ana Julia e a reação ao ver Gabriel: "Começaram a chorar"

Vídeo mostra o momento em que Ana Julia foi detida, ao passo que outros testemunhos revelam momentos de raiva e de muita emoção no deslindar do caso de Gabriel Cruz, este domingo.

Notícias ao Minuto

12:49 - 12/03/18 por Anabela de Sousa Dantas 

Mundo Espanha

O filme dos acontecimentos que tiveram lugar este domingo, em Almería, com a descoberta do cadáver de Gabriel Cruz - que morreu estrangulado, no dia em que desapareceu, segundo confirmou, entretanto, a autópsia - e a consequente detenção de Ana Julia Quezada, começa a ser descrito com detalhe, ao serem divulgadas filmagens e áudios captados tanto por testemunhas como por autoridades.

O vídeo do exato momento da detenção foi difundido pouco depois da mesma, tendo sido filmado por um vizinho. Mostra um conjunto de agentes em torno de Ana Julia, que gritava que não tinha sido ela porque tinha ido “buscar o carro de manhã” enquanto um dos agentes respondia que se calasse. São apenas alguns segundos, que são completados com um relato dos agentes envolvidos na detenção.

Trata-se de áudio de uma agente que fazia parte da unidade operacional (Unidad Central Operativa, UCO) da Guardia Civil encarregue da investigação ao desaparecimento de Gabriel Cruz, em particular da investigação à principal suspeita, que foi divulgado pela imprensa espanhola. Nele pode-se ouvir o relato dos momentos que antecederam à detenção, filmada no vídeo acima.

"Abriu a bagageira, retirou a manta e viu que era o menino, que estava coberto de lama"

Ana Julia estava a ser seguida pela unidade da Guardia Civil desde que se tornou na principal suspeita e, no domingo, dirigiu-se a uma propriedade da família com uma manta. “A negra [referência a Ana Julia] dirigiu-se com uma manta a uma propriedade da família e como a Guardia Civil estava a observar todos os seus passos, ia filmando e tirando fotografias. Viram que levava alguma coisa na manta e que o colocou no carro”, começou por dizer a agente, dizendo que a deixaram guiar.

“Álex [referência ao colega que ia relatando os eventos] seguiu a negra de carro, e quando ia a entrar numa casa, parou-a a disse-lhe para abrir o porta-bagagens. Então, Álex abriu a bagageira, retirou a manta e viu que era o menino, que estava coberto de lama”, continuou.

Ana Julia, namorada há uns meses do pai da criança, começou por dizer que não sabia o que era aquilo, que o deviam “ter metido ali” porque ela vinha “da praia”, quando os agentes já a seguiam há várias horas.

“O Álex agarrou-a pelo pescoço mas tiraram-na porque a detenção estava a ser gravada e um outro colega, perante a impotência, partiu o vidro do carro, toda a gente começou a chorar… levaram-na presa e não sei mais”, informou a agente, indicando que “toda a gente estava mal”.

"Agora não posso falar, está aqui a Guardia Civil e estão-me a pedir para parar"

Um outro áudio completa mais um pedaço do dia de Ana Julia Quezada, de 43 anos. Trata-se do áudio do telefonema feito por um jornalista do El Periódico de Cataluña, minutos antes da detenção pela Guardia Civil.

Manuel Vilaseró ligou para o telefone do pai do menino mas quem atendeu foi a suspeita, que estava com o seu telefone. Indicou que tinha acabado de deixar Ángel, pai de Gabriel, e que não podia falar, mostrando-se extremamente calma.

“Manuel, bom dia”, responde. “Escuta, estou a conduzir, não posso falar muito”, afirmou, pedindo-lhe que ligasse a outra pessoa, Patrícia, que o poria em contacto com Ángel. Nesta altura, Ana Julia levava o corpo de Gabriel na mala do carro.

“Olha, agora não posso falar, está aqui a Guardia Civil e estão-me a pedir para parar”, acrescenta, sem mostrar nervosismo. “Vá, Manuel, adeus”, termina.

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