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Alterações climáticas saem da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, faz hoje o seu primeiro discurso sobre a Estratégia de Segurança Nacional e, segundo as primeiras informações avançadas, vai retirar as alterações climáticas da lista das potenciais ameaças que enfrentam os Estados Unidos.

Alterações climáticas saem da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA
Notícias ao Minuto

14:32 - 18/12/17 por Lusa

Mundo Trump

Esta decisão representa mais uma rutura com a anterior administração, liderada por Barack Obama, e surge após a administração Trump ter anunciado a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre alterações climáticas.

O último documento estratégico, preparado em 2015 pelo então Presidente Obama, declarou as alterações climáticas como "uma ameaça urgente e crescente" para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Tal princípio seria também importante para construir um consenso internacional sobre a necessidade de travar o aquecimento global como uma prioridade de segurança nacional.

"As alterações climáticas não são identificadas como uma ameaça à segurança nacional, mas o clima e a importância do ambiente e da gestão ambiental são mencionados", referiu um alto funcionário norte-americano, citado hoje pela imprensa internacional, que adiantou no fim de semana alguns dos aspetos do documento estratégico.

Sobre o plano que Trump irá apresentar hoje, outro funcionário norte-americano, que falou sob anonimato à agência norte-americana Associated Press, avançou que o documento do Presidente, que declarou sempre "América Primeiro" desde que chegou ao poder em janeiro último, estará focado em quatro grandes temas: proteger o país e modo de vida americano, promover a prosperidade americana, empenho na paz através da força e progredir na influência dos Estados Unidos num mundo cada vez mais competitivo.

O mesmo documento define a China e a Rússia como potências "revisionistas", países que desafiam o poder, a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos.

De acordo com excertos disponibilizados por altos funcionários da administração norte-americana, o documento estratégico, que guia a atuação dos Estados Unidos nos cenários internacionais, indica que os governos de Pequim e Moscovo estão "determinados a tornar as economias menos livres e menos justas, desenvolver o poder militar, controlar informação e dados, reprimir as respetivas sociedades e expandir a respetiva influência".

E como tal, estes países exigem aos Estados Unidos que repensem "a política seguida nas últimas duas décadas -- políticas baseadas na suposição de que a cooperação com países rivais e a respetiva inclusão nas instituições internacionais de comércio global os transformaria em atores benignos e em parceiros fiáveis".

"Em grande parte, esta premissa viria a revelar-se falsa", acrescenta o texto, citado pela imprensa norte-americana.

A atuação da Coreia do Norte, o Irão e os grupos de terrorismo islâmico também são referidos no documento estratégico.

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