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"Não há uma voz que se levante na União Europeia" sobre a Catalunha

Marisa Matias estranha o silêncio por parte dos restantes países que compõem a União Europeia. A bloquista destaca que a "repressão" e "autoritarismo" atingiram um nível inédito.

"Não há uma voz que se levante na União Europeia" sobre a Catalunha
Notícias ao Minuto

23:03 - 22/09/17 por Fábio Nunes

Mundo Marisa Matias

O braço-de-ferro entre o governo de Madrid e a Catalunha em torno do referendo pela independência catalã está na ordem do dia. As manifestações em Barcelona têm sido diárias e a polícia até já chegou a deter membros do governo regional da Catalunha, entretanto já libertados.

Marisa Matias, eurodeputada pelo Bloco de Esquerda, mostra-se surpreendida com o silêncio dos países da União Europeia face a esta questão. "Em relação à Catalunha é o silêncio total, nem é uma questão de haver poucas vozes. Não há uma voz que se levante na União Europeia", disse a bloquista no seu espaço de comentário semanal na TVI 24.

Marisa Matias realça que sempre houve "tensões nacionalistas em Espanha, mas agora assumiu um nível de repressão e de autoritarismo, que eu acho que é isso que se está a passar, que é inédito".

Considera que a Constituição está a ser utilizada como uma "desculpa" para evitar o referendo e que se "houvesse vontade política, quer do primeiro-ministro quer do Rei, esta questão resolver-se-ia", até porque como explica "a Constituição não permite um referendo formal, teria de ser alterada, mas não há nada que impeça uma consulta popular".

Marisa Matias duvida que o governo regional da Catalunha vá voltar atrás face ao referendo. "Acho que as autoridades da Catalunha não vão desistir", até porque acredita que este braço-de-ferro "pode reforçar os sentimentos independentistas por parte da população" catalã.

Sobre a postura que Mariano Rajoy tem assumido, Marisa Matias deixa críticas.

"O Partido Popular não tem nenhuma expressão na Catalunha. Este é o seguro de vida de Mariano Rajoy. Enquanto conseguir manter este braço-de-ferro, enquanto agudizar a tensão, é uma garantia de que vai continuar, vai seguir governando e que não existe nenhuma alternativa no estado espanhol. Ele não faria isto noutra região espanhola, faz ali porque sabe que não tem nada a perder".

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