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Nova Caledónia. França destaca militares para proteger edifícios públicos

O Governo francês vai mobilizar temporariamente militares para proteger edifícios públicos na Nova Caledónia e atribuir agentes policiais para tarefas de ordem pública, revelou hoje o Palácio do Eliseu (presidência francesa).

Nova Caledónia. França destaca militares para proteger edifícios públicos
Notícias ao Minuto

23:54 - 20/05/24 por Lusa

Mundo França

Esta é a decisão mais importante adotada na nova reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, presidida pelo Presidente Emmanuel Macron, que decorreu esta tarde para fazer o balanço da evolução da situação.

Alguns contingentes militares já foram destacados desde a semana passada, após a proclamação do estado de emergência, para proteger o principal aeroporto do território, perto da capital Neuméa, e os portos, mas não patrulhando as ruas.

Na reunião, a terceira deste tipo desde que os distúrbios começaram há uma semana, Macron observou "um claro progresso na restauração da ordem" naquele território francês autónomo no Pacífico Sul.

Durante o dia de hoje, as autoridades anunciaram a reabertura da estrada entre Nouméa e o aeroporto internacional La Tontouta, após a remoção de 76 barricadas.

Os agentes vão continuar a vigilância naquela zona para evitar que as barricadas "sejam reconstruídas", anunciou, em conferência de imprensa, o alto comissário do Governo naquele território autónomo, Louis Le Blanc.

O controlo dos 46 quilómetros de estrada entre a capital e o aeroporto de La Tontouta, na ilha Grande Terre, o único de certa dimensão no território, tornou-se uma questão fundamental para as autoridades.

Le Franc também anunciou que os grupos especiais da Gendarmaria (GIGN) [polícia militar] vão realizar operações de persuasão contra os grupos pró-independência que constroem barricadas e atacam empresas e infraestruturas.

O alto comissário anunciou que será mantido o recolher obrigatório às 18h00 locais, bem como a proibição de grandes ajuntamentos, do transporte de armas e da venda de bebidas alcoólicas.

Desde que os tumultos começaram, há uma semana, houve seis mortes (duas delas de gendarmes) e houve pelo menos 240 detenções, e lojas e carros foram incendiados num número ainda não quantificado.

Na semana passada o Governo enviou um reforço de mil polícias e gendarmes que se juntaram aos 1.700 agentes já destacados no território.

O território da Nova Caledónia é palco, há uma semana, de violência numa escala inédita há 40 anos, em reação a uma reforma do órgão eleitoral criticada pelos apoiantes da independência.

Os presidentes de três outros territórios ultramarinos franceses (Reunião, Martinica e Guiana) assinaram uma petição, juntamente com 16 deputados e senadores e um deputado europeu desses círculos eleitorais, para solicitar ao Governo de Paris que "retirasse imediatamente" o projeto de reforma.

Embora agora "exita relativa calma", poderão ocorrer "novos surtos" de violência com possível "efeito de contágio" em outros territórios ultramarinos, alertou hoje Grabriel Serville, presidente da comunidade guiaana, à rádio pública.

O estado de emergência declarado após o primeiro conselho de defesa da passada quarta-feira é válido por doze dias e uma eventual prorrogação deverá receber a aprovação de ambas as câmaras do Parlamento.

A principal companhia aérea com voos internacionais no território, a Aircalin, anunciou hoje que não retomará as operações pelo menos até a próxima quinta-feira devido ao continuado encerramento do aeroporto às atividades civis.

E a Universidade da Nova Caledónia informou que o seu campus Nouméa permanecerá fechado indefinidamente.

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