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Crise na CEDEAO? Presidente ganês pede a homólogo senegalês que ajude

O Presidente do Gana pediu hoje ao seu homólogo senegalês, que está de visita a Acra, para que desempenhe um papel na resolução da crise regional com o Mali, o Níger e o Burkina Faso, governados por juntas militares.

Crise na CEDEAO? Presidente ganês pede a homólogo senegalês que ajude
Notícias ao Minuto

19:00 - 17/05/24 por Lusa

Mundo Bassirou Diomaye Faye

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, esteve quinta-feira na Nigéria, onde se encontrou com o seu homólogo, Bola Ahmed Tinubu.

Hoje está em Acra e, tal como com Tinubu, discutiu a situação regional com Nana Akufo-Addo, o chefe de Estado ganês, e em especial a manutenção do Níger, do Mali e do Burkina Faso na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que estes três países anunciaram abandonar no início do ano.

A eleição de Bassirou Diomaye Faye "tranquiliza todos os interessados no futuro democrático da nossa região e do nosso continente", declarou Nana Akufo-Addo à imprensa, após a reunião.

"Penso que ele vai-nos ajudar a resolver o grande problema que a CEDEAO enfrenta com a saída dos três países-chave: Níger, Burkina Faso e Mali", de modo a "encontrar uma forma de os trazer de volta à nossa comunidade", acrescentou.

Pan-africanista de esquerda, Faye, que aos 44 anos se tornou o mais jovem Presidente do Senegal, venceu as eleições presidenciais de 24 de março com a promessa de uma rutura com o sistema que considera ter sido encarnado pelo seu antecessor, Macky Sall, que provocou uma crise pré-eleitoral ao ordenar o adiamento das eleições presidenciais em fevereiro.

Desde a sua investidura, o chefe de Estado senegalês iniciou um périplo pelos países vizinhos que o levou à Mauritânia, Gâmbia, Guiné-Bissau e Costa do Marfim, bem como ao Gana e à Nigéria.

O Mali, o Níger e o Burkina Faso, cujos governos civis foram derrubados por sucessivos golpes militares desde 2020, formaram a Aliança dos Estados do Sahel (AES), sob a bandeira da soberania e do pan-africanismo.

NYC // MLL

Lusa/Fim

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