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Hamas responde a proposta de trégua e insiste em cessar-fogo permanente

O movimento islamita palestiniano Hamas disse hoje que apresentou a sua resposta aos mediadores egípcios e do Qatar sobre uma proposta de trégua com Israel na Faixa de Gaza, insistindo num cessar-fogo permanente.

Hamas responde a proposta de trégua e insiste em cessar-fogo permanente
Notícias ao Minuto

21:46 - 13/04/24 por Lusa

Mundo Israel

"O Hamas reafirma as suas exigências e as exigências do nosso povo: um cessar-fogo permanente, a retirada do exército ocupante de toda a Faixa de Gaza, o regresso dos deslocados às suas áreas e locais de residência, a intensificação da entrada de ajuda humanitária e o lançamento da reconstrução", afirmou, em comunicado, o movimento palestiniano, sem rejeitar explicitamente a proposta.

Os emissários de Israel e do Hamas reuniram-se em 07 de abril no Cairo, com representantes do Egito, do Qatar e dos Estados Unidos para mais uma tentativa de negociação indireta com vista a encontrar um acordo de trégua na Faixa de Gaza, após seis meses de guerra.

Até agora, os protagonistas não tinham respondido claramente ao acordo proposto, que previa a libertação de reféns israelitas detidos em Gaza em troca de detidos palestinianos, acompanhada de um aumento da ajuda humanitária.

Israel opõe-se a um cessar-fogo permanente e à retirada total das suas forças armadas da Faixa de Gaza, com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a afirmar estar determinado a lançar uma ofensiva terrestre em Rafah, no extremo sul do território palestiniano, que apresenta como o último grande bastião do Hamas.

Netanyahu acusou o Hamas de ser "o único obstáculo" a um acordo que poderia "permitir a libertação dos reféns", citando em particular como principal ponto de desacordo "o fim da guerra e a retirada do exército Israelita da Faixa de Gaza" exigido pelo movimento islâmico.

"O Governo e as forças de segurança estão unidos na sua oposição a estas exigências infundadas", disse o primeiro-ministro israelita num comunicado.

Em 07 de outubro do ano passado, combatentes do Hamas -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de proporções sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.163 mortos, na maioria civis, e 250 reféns, dos quais cerca de 130 permanecem em cativeiro e 34 terão entretanto morrido, segundo o mais recente balanço das autoridades israelitas.

Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes no abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre no norte do território, que depois se estendeu ao sul.

A guerra entre Israel e o Hamas, que continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 33.200 mortos, quase 76.000 feridos e cerca de 7.000 desaparecidos presumivelmente soterrados nos escombros, na maioria civis, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais.

O conflito fez também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa "situação de fome catastrófica" que já está a fazer vítimas - "o número mais elevado alguma vez registado" pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Leia Também: Estados Unidos aplicam sanções a líderes de guerra cibernética do Hamas

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