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Jovens guineenses detidos em manifestação contra dissolução do parlamento

Quatro jovens guineenses foram detidos hoje pela polícia e levados para lugar incerto, em Bissau, por se terem manifestado contra a dissolução do parlamento, disseram à Lusa fontes da coligação que governa o país.

Jovens guineenses detidos em manifestação contra dissolução do parlamento
Notícias ao Minuto

14:31 - 10/12/23 por Lusa

Mundo Guiné-Bissau

Os jovens estavam a manifestar-se em frente à sede da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a quem pedem que anule a decisão do chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló de dissolver a Assembleia Nacional Popular (ANP).

"A polícia chegou, numa carrinha, e começou a bater nas pessoas e levaram quatro jovens para parte incerta", afirmou à Lusa Sabino Júnior, da organização dos quadros do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Este partido é o líder da coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) -- Terra Ranka, que governa a Guiné-Bissau após a vitória nas eleições legislativas de 04 de junho passado, com maioria absoluta.

Uma fonte da Juventude Africana "Amílcar Cabral" (JAAC) precisou à Lusa que está em contactos com os jovens que estavam na manifestação para saber "quantos, na verdade, foram detidos".

A fonte indicou que muitos dos jovens que estavam na manifestação "estão desaparecidos".

Os jovens estavam a manifestar-se para exigirem à CEDEAO que anule o decreto do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, na cimeira de líderes da organização que decorre hoje em Abuja, na Nigéria.

A situação na Guiné-Bissau é um dos pontos da cimeira em que participa o chefe de Estado guineense.

Sissoco Embaló evocou a existência de uma grave crise institucional no país e uma tentativa de golpe de Estado no passado dia 01 para no dia 04 dissolver o parlamento, que acusa de ser o foco da instabilidade.

O presidente do parlamento e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, alega que a decisão do Presidente é inconstitucional porque, segundo a Constituição, a Assembleia Nacional Popular só pode ser dissolvida 12 meses após as eleições legislativas.

Simões Pereira agendou para a próxima quarta-feira a sessão plenária do parlamento, interrompida no passado dia 04 quando foi anunciada a dissolução, e pediu ao Governo que garantir as condições de inviolabilidade do espaço, conforme o regimento.

A CEDEAO é composta por Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Serra Leoa, Senegal e Togo.

Leia Também: Jovens guineenses pedem apoio para anular dissolução do parlamento

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