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Nagorno-Karabakh. EUA preocupados com cidadãos arménios na região

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse hoje que os Estados Unidos estão preocupados com a situação dos cidadãos arménios na região separatista de Nagorno-Karabakh, tomada pelo Azerbaijão.

Nagorno-Karabakh. EUA preocupados com cidadãos arménios na região
Notícias ao Minuto

22:45 - 23/09/23 por Lusa

Mundo Nagorno-Karabakh

De acordo com o porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Blinken ligou ao primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, para expressar "a profunda preocupação dos Estados Unidos com a população arménia de Nagorno-Karabakh".

"Os Estados Unidos apelam ao Azerbaijão para que proteja os civis e respeite as suas obrigações em relação aos direitos humanos e liberdades fundamentais dos habitantes de Nagorno-Karabakh, e garanta que as suas forças respeitem o direito humanitário internacional", afirmou Blinken através do porta-voz, Matthew Miller.

O chefe da diplomacia norte-americana já tinha tido três encontros de conversações de paz entre a Arménia e o Azerbaijão, para aliviar as tensões entre os dois países em relação àquele território, anexado ao Azerbaijão em 1921 pelo poder soviético, mas habitado sobretudo por arménios.

O Azerbaijão prometeu hoje na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tratar a maioria arménia na região secessionista de Nagorno-Karabakh como "cidadãos iguais".

"Quero reiterar que o Azerbaijão está determinado a reintegrar os habitantes arménios da região de Karabakh, no Azerbaijão, como cidadãos iguais", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeyhun Bayramov, no debate geral da Assembleia-Geral da ONU.

O Azerbaijão lançou uma operação no início da semana nesta região separatista habitada principalmente por arménios, obtendo uma vitória relâmpago. Os separatistas arménios concordaram em entregar as armas na sexta-feira.

Este enclave montanhoso foi no passado palco de duas guerras entre as antigas repúblicas soviéticas do Azerbaijão e da Arménia: uma de 1988 a 1994 (30.000 mortes) e outra no outono de 2020 (6.500 mortes).

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