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França quer impor "sanções rigorosas" ao Grupo Wagner

A França apelou aos países associados à Wagner para se desvincularem da grupo paramilitar russo e frisou estar pronta a impor sanções adicionais pelos crimes que a organização é acusada de cometer na Ucrânia e em África.

França quer impor "sanções rigorosas" ao Grupo Wagner
Notícias ao Minuto

16:31 - 28/06/23 por Lusa

Mundo Rússia

"Continuaremos a impor sanções europeias rigorosas pelas ações [do Grupo Wagner] na Ucrânia e em África", garantiu Olivier Becht, ministro delegado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, quando questionado pelo Senado.

O Grupo Wagner, que liderou uma breve rebelião na Rússia na sexta-feira e no sábado, está particularmente ativo em África, nomeadamente no Mali e na República Centro-Africana.

O líder do movimento, Yevgeny Prigozhin, acabou por interromper a sua "marcha sobre Moscovo", contra a liderança militar do país, e exilar-se na vizinha Bielorrússia.

"Dizemos aos países que escolheram a Wagner, e que talvez se arrependam, que é altura de se dissociarem dela, porque nada de bom pode sair do caos que Wagner se  especializou a criar", declarou o ministro.

Becht criticou o que considerou ser "um grupo criminoso e mafioso que tem entre os seus métodos a violência, a predação, a manipulação, o ajuste de contas".

O governante francês observou também que, onde quer que o Grupo Wagner esteja presente, "a ameaça 'jihadista' aumenta", apesar de se afirmar que estava tudo sob o seu controlo, "seja na Síria, na Líbia, em Moçambique, no Mali ou na República Centro-Africana".

Descrevendo o Grupo Wagner como "um verdadeiro flagelo", cujo "único objetivo é pilhar riquezas em detrimento dos Estados e das populações", Becht garantiu que a França "não ficará de braços cruzados".

Terça-feira, o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, anunciou que os Estados Unidos tencionam tomar ainda na semana em curso "novas medidas" contra as atividades do Grupo Wagner em África.

Leia Também: Putin decidiu não "eliminar" Prigozhin porque "ia torná-lo num mártir"

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