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Jordânia condena Israel por mapa com partes da Palestina e Jordania

O Governo jordano condenou hoje Israel por apresentar em Paris um mapa do país que inclui territórios ocupados da Palestina e parte do reino Hachemita da Jordânia, considerando-o um ato "incendiário".

Jordânia condena Israel por mapa com partes da Palestina e Jordania
Notícias ao Minuto

21:39 - 20/03/23 por Lusa

Mundo Jordânia

Em causa está um mapa de Israel apresentado no domingo, em Paris, pelo ministro das Finanças israelita, o nacionalista Bezalel Smotrich, que no mesmo encontro defendeu também que o "povo palestiniano" não existe e que este é um "conceito" inventado há um século.

Hoje, o ministério dos Negócios Estrangeiros e Expatriados da Jordânia condenou a posição de Israel, considerando que o mapa apresentado em Paris "representa um ato imprudente de fogo posto e uma violação das normas internacionais e do tratado de paz jordano-israelita".

Num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE, o Governo jordano alertou também para o perigo de "atos racistas extremistas" tendo em conta as declarações de Bezalel Smotrich sobre o povo palestiniano: "Não existe tal coisa como uma nação palestiniana. Não existe uma história palestiniana. Não existe uma língua palestiniana", afirmou Smotrich.

O porta-voz oficial do ministério jordano, Sinan Majali, "condena as declarações racistas e extremistas do ministro israelita extremista contra o povo palestiniano irmão, o seu direito à existência e os seus direitos históricos no seu Estado independente e soberano em solo nacional palestiniano".

A Jordânia apelou à comunidade internacional para que "condene as ações e declarações extremistas e inflamatórias do ministro israelita", uma vez que elas "também representam uma violação dos valores e princípios humanos".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros jordano afirmou ainda que "tomará todas as medidas políticas e legais necessárias" para lidar com tais ações e declarações, que "representam uma perigosa escalada que ameaça a segurança e a estabilidade".

A declaração acrescentou que as ações e declarações desta pessoa "extremista e odiosa" não prejudicam os direitos da Jordânia ou da Palestina, mas "mostram ao mundo a extensão da injustiça histórica a que o povo palestiniano está exposto" e "o perigo da ideologia racista extremista empunhada pelo ministro israelita".

Leia Também: Israel e Palestina renovam compromisso para reduzir escalada de violência

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