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Rússia adota nova política do Estado para preservar soberania cultural

O presidente russo, Vladimir Putin, incluiu a defesa da soberania cultural da Rússia como um dos objetivos da política estatal na área da cultura, segundo um decreto publicado hoje no portal oficial de informação jurídica.

Rússia adota nova política do Estado para preservar soberania cultural
Notícias ao Minuto

16:52 - 25/01/23 por Lusa

Mundo Rússia

O decreto assinado por Putin alterou a anterior política estatal na área da cultura, que tinha sido aprovada em 2014, o ano em que a Rússia invadiu a Ucrânia pela primeira vez.

A partir de agora, a política cultural do Estado deve "defender a soberania cultural da Rússia" e aumentar o papel do país no espaço cultural global, noticiou a agência espanhola EFE.

O decreto estabelece a tarefa de "preservar os valores e princípios fundamentais que constituem a base da unidade da sociedade russa".

Assegura "o desenvolvimento do nosso país como Estado social, garantindo a proteção dos direitos humanos e das liberdades e aumentando a qualidade de vida", segundo o texto do decreto.

Este objetivo só poderá ser conseguido com um "investimento consistente" nas pessoas, na preservação e no fortalecimento da identidade civil russa, "com base nos valores espirituais e morais tradicionais" dos russos.

"Até há pouco tempo, estes investimentos eram claramente insuficientes, o que criou o perigo de uma crise de humanidade", lê-se no documento.

A política cultural estatal renovada prevê também a "criação de condições para a educação e desenvolvimento dos menores com base nos valores espirituais e morais tradicionais russos, e a defesa dos interesses das crianças".

Defende também "os valores tradicionais da família e a instituição do casamento como a união de um homem e de uma mulher".

A nova política dará prioridade a todas as atividades culturais que procurem preservar os valores tradicionais, a memória histórica e proteger a "verdade histórica".

De acordo com a agência russa Ria-Novosti, a política estatal deve criar condições para a popularização da cultura, da língua e da literatura russas no estrangeiro, incluindo a preservação da "identidade cívica totalmente russa" de quem emigrou.

Contém ainda disposições sobre a "tomada de medidas para proteger a sociedade russa da expansão ideológica e de valores externos, e do impacto informativo e psicológico destrutivo".

O decreto enumera também as "manifestações mais perigosas" para o futuro da Rússia, incluindo a "destruição dos valores espirituais e morais tradicionais", o enfraquecimento da "unidade de um povo multinacional", a diminuição do nível cultural da sociedade e o crescimento da agressividade e da intolerância.

"A deformação da memória histórica, uma avaliação negativa de períodos significativos da história nacional", e a "difusão de uma falsa ideia do atraso histórico da Rússia" são também preocupações a que nova política estatal visa dar resposta, acrescenta a agência russa.

Leia Também: Navalny compara Putin e Lukashenko a "Voldemorts do nosso mundo"

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