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"'Fadiga de guerra' é perigosa para nós". Zelenska faz apelo ao Ocidente

A primeira-dama ucraniana, Olena Zelenska, apelou para que não haja um sentimento de habituação relativamente à situação de guerra que se vive na Ucrânia.

"'Fadiga de guerra' é perigosa para nós". Zelenska faz apelo ao Ocidente
Notícias ao Minuto

16:16 - 02/12/22 por Daniela Carrilho

Mundo Guerra na Ucrânia

Olena Zelenska, a esposa do presidente ucraniano, pediu ao Reino Unido e a todo o Ocidente para não se habituarem com a situação da Ucrânia, como se se tratasse de ‘mais um dia normal’.

"É perfeitamente compreensível que o ocidente esteja cansado. No entanto, esta frase, eu ouço bastante - fadiga de guerra - é uma frase bastante perigosa para nós, porque é exatamente isso que o adversário deseja. [O inimigo] espera que as pessoas se esqueçam, que o mundo se canse das tristes notícias e que a Ucrânia desapareça das primeiras páginas. Assim, sentiriam que tinham permissão para fazer o que quisessem", afirma a primeira-dama ucraniana, em entrevista ao The Times.

A Ucrânia está a começar a enfrentar temperaturas congelantes antes da chegada do inverno rigoroso e, segundo Zelenska, "traiçoeiro".

"Seria errado dizer que não nos assusta, mas sabemos que devemos suportar isso. O inverno é traiçoeiro e é com isso que eles contam, não é a primeira vez que usam a força da natureza contra a população civil", acrescenta.

Na mesma entrevista, Olena Zelenska revela que deixou de ter qualquer tipo de contacto com familiares de origem russa, culpando o povo russo pelo "apoio" a Putin.

"Putin é o culpado, mas sem o apoio do povo russo ele não poderia ter feito isso em tal escala... Tenho familiares [na Rússia], mas não nos comunicamos. Cortei completamente essas relações.  Não adianta voltar a esses diálogos, quando a sua vida, a dos seus filhos e da sua família está em grande perigo e as pessoas nem nos perguntam se ainda estamos vivos", disse ainda.

Recorde-se que a Rússia tem perpetrado ataques em larga escala contra a infraestrutura de energia da Ucrânia, deixando milhões de pessoas sem acesso a eletricidade, água e sistemas de aquecimento.

Leia Também: Com o inverno a chegar, Kyiv pode ficar sem aquecimento até à primavera

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