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Ucrânia. NATO pede análise às "dependências de regimes autoritários"

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) instou hoje os membros da aliança a avaliarem a sua "dependência de regimes autoritários" como a China, dadas as consequências do peso do gás russo na Europa.

Ucrânia. NATO pede análise às "dependências de regimes autoritários"

"A guerra na Ucrânia tem demonstrado a nossa perigosa dependência do gás russo e, por isso, temos de avaliar as nossas dependências de outros regimes autoritários, como a China. Temos de gerir os riscos, reduzir as nossas vulnerabilidades e aumentar a nossa resiliência", declarou Jens Stoltenberg.

Falando em conferência de imprensa, em Bruxelas, dias antes de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO se reunirem na Roménia, na terça-feira e quarta-feira, o responsável vincou ser necessário "reforçar a resiliência face aos desafios colocados pela China".

"A China não é um adversário, mas está a intensificar a modernização militar, aumentando a sua presença, do Ártico aos Balcãs Ocidentais, do espaço para o ciberespaço, e procurando controlar as infraestruturas críticas dos aliados da NATO", elencou.

Na próxima terça-feira e quarta-feira, decorre em Bucareste, capital da Roménia, uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão política da NATO, ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros, que estará centrada na guerra da Ucrânia causada pela invasão russa, bem como noutras questões geopolíticas.

"Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Finlândia e da Suécia juntar-se-ão a nós para todas as discussões em Bucareste e é tempo de finalizar o processo de adesão e dar-lhes as boas-vindas como membros de pleno direito da nossa Aliança. Isto irá torná-los mais seguros, irá tornar a NATO mais forte e a Aliança Atlântica mais segura", destacou Jens Stoltenberg.

Questionado sobre a resolução aprovada há dois dias pelo Parlamento Europeu, em que reconheceu a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, o líder da Aliança Atlântica sublinhou que "o alvo intencional das infraestruturas civis e dos civis [na Ucrânia pelas forças russas] é crime de guerra".

"E, portanto, é tão importante que as investigações sejam conduzidas que todos os factos sejam estabelecidos", adiantou, sublinhando que "os Aliados da NATO também estão a ajudar e apoiar os esforços em curso da Ucrânia com apoio forense e apoio jurídico para poder estabelecer os factos e assegurar a responsabilização dos responsáveis por estes horríveis ataques".

Os eurodeputados aprovaram, na sessão plenária em Estrasburgo (França) na quarta-feira, uma resolução que denuncia como "atos de terror e crimes de guerra" os ataques de Moscovo à Ucrânia, nomeadamente a alvos e infraestruturas civis.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Ucrânia. NATO destaca "início horrível do inverno" e promete ajuda

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