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Uvalde. Polémica surge após contratação de agente que esteve no tiroteio

Após ser identificada, a responsável foi despedida. Está a ser investigada por ações durante massacre terem sido "inconsistentes com o treino e com os critério necessários".

Uvalde. Polémica surge após contratação de agente que esteve no tiroteio

Uma das agentes que está sob investigação interna devido ao massacre na escola primária em Uvalde, no estado norte-americano do Texas, foi contratada pelo distrito escolar e, esta quinta-feira, despedida.

O caso foi conhecido na quarta-feira à noite, quando a CNN identificou Crimson Elizondo como uma das mais de 400 agentes que estiveram na escola primária Robb, e demoraram mais de uma hora a entrar em ação.

De acordo com as publicações internacionais, Elizondo foi contratada pelo distrito escolar de Uvalde - responsável por manter a segurança nos campus escolares - depois de, em agosto, ter saído das forças que responderam ao massacre, tendo continuado a ser investigada.

A notícia gerou polémica entre os pais e deputados texanos, que criticaram esta contratação.

"Estamos enojados e zangados com o Distrito Independente de Escolas de Uvalde por ter contratado Crimson Elizondo. A sua contratação coloca em causa a credibilidade e rigor dos recursos humanos e exercícios de fiscalização", lê-se num comunicado de alguns dos familiares das vítimas.

"E confirma-se aquilo que sempre temos vindo a dizer: o distrito escolar não se preocupa em garantir a segurança das nossas crianças na escola", rematam.

Os familiares das vítimas do massacre - na sequência do qual morreram 21 pessoas, entre as quais 19 crianças - exigem respostas sobre a razão pela qual esta agente em particular foi contratada, se hesitou, tal como muitos outros, em agir.

De acordo com documentos citados pelos meios de comunicação, o distrito escolar contactou, em julho, o Departamento de Segurança Pública, por forma a pedir informações sobre esta agente. Este departamento terá respondido que a agente estava sob investigação interna, uma vez que as suas ações na escola primária Robb eram "inconsistentes com o treino e com os critérios necessários".

"Pedimos desculpa às famílias das vítimas e à comunidade Uvalde pela dor que esta revelação trouxe", lê-se num comunicado emitido também hoje.

Ainda segundo a CNN, um dos vídeos gravados no local pelas câmaras que estão nas fardas, capta a agente no dia do massacre a dizer: "Se o meu filho estivesse ali, juro-te que não teria ficado de fora. Posso prometer isso".

No mesmo mês em que o distrito escolar pediu informações sobre esta agente, um relatório faca conta das "más decisões que foram tomadas no local", que fizeram com que vários agentes, incluindo o chefe da polícia, fosse despedido.

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