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"Estão no inferno". Mulher de militar de Azovstal apela à sua libertação

O apelo surge após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter revelado que foram documentados casos de prisioneiros ucranianos a serem torturados, em dois casos até à morte. 

"Estão no inferno". Mulher de militar de Azovstal apela à sua libertação

A mulher de um militar ucraniano detido por tropas russas após a rendição dos combatentes da siderúrgica de Azovstal - o último reduto da resistência ucraniana em Mariupol - apelou, esta terça-feira, à libertação dos soldados ainda sob cativeiro russo.

No final do mês de setembro, a Ucrânia anunciou que trocou com a Rússia 215 prisioneiros de guerra, entre os quais os chefes da defesa de Azovstal, que se haviam rendido em maio. No entanto, não foi o caso do marido de Liliia Stupina, uma jovem de 24 anos que trabalhava como analista de dados e deixou o emprego para lutar pela libertação do companheiro.

O apelo surge após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter revelado que foram documentados casos de prisioneiros ucranianos a serem torturados, em dois casos até à morte, revela a agência de notícias Reuters. 

“É por isso que estamos aqui: para dizer ao mundo que o mundo os deve salvar, que o mundo os deve libertar, porque estes heróis, agora estão no inferno, estiveram no inferno em Azovstal durante 86 dias e estão no inferno em cativeiro russo”, disse a mulher, uma das co-fundadoras da 'Associação das Famílias dos Defensores de Azovstal', à Reuters.

"Hoje a ONU deve mais do que nunca provar a sua capacidade de proteger os direitos humanos", disse ela ao organismo sediado em Genebra que se reúne para discutir abusos na Ucrânia.

Esta terça-feira, na apresentação de um relatório sobre a situação dos direitos humanos na Ucrânia ao Conselho de Direitos Humanos, Chistian Salazar Volkamann, revelou que Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) tinha provas de uma “uma série de violações dos direitos à vida, à liberdade e à segurança”, além de casos de tortura de prisioneiros de guerra.

“Na maioria dos casos documentados, os prisioneiros de guerra ucranianos foram sujeitos a tortura ou maus-tratos pelo poder que os detinha”, disse o responsável. “Em dois destes casos, os militares ucranianos foram torturados até à morte”.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de seis mil civis morreram e nove mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Leia Também: EUA anunciam novo pacote de 627,3 milhões em ajuda militar a Kyiv

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