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Enviado das ONU denuncia violência contra a missão na RDCongo

O enviado da ONU para a República Democrática do Congo (RDCongo) denunciou a recente violência contra a missão da ONU no país, que tem sido alvo de "manipulação e estigmatização".

Enviado das ONU denuncia violência contra a missão na RDCongo

"Nos últimos meses, na sequência do ressurgimento do [movimento rebelde] M23, a crise de confiança que a missão e a população congolesa no leste do país já viviam deteriorou-se", disse Bintou Keita, que é também o chefe da missão de manutenção da paz - Monusco.

"Esta situação proporcionou um terreno fértil para a manipulação e a estigmatização contra a Monusco [sigla em inglês da misão], levando a novas manifestações violentas e incidentes graves, causando a morte de várias dezenas de manifestantes e quatro funcionários da missão", acrescentou, condenando veementemente "atos de incitamento ao ódio, hostilidade e violência".

No final de julho, manifestantes furiosos atacaram e saquearam as instalações da Monusco. A missão, uma das maiores do mundo, com cerca de 14.000 soldados, é acusada de ineficácia na luta contra os grupos armados.

Na sequência destes incidentes, o Presidente da RDCongo, Felix Tshisekedi, "deu instruções ao seu governo para reavaliar o plano de transição, a fim de acelerar a partida da Monusco. Estamos totalmente preparados para trabalhar em estreita colaboração com o governo para este fim", disse Bintou Keita.

O Conselho de Segurança renovou o mandato das forças de manutenção da paz na RDCongo por um ano, no final de 2021, pedindo-lhes que estas se concentrassem no nordeste.

O chefe do Monusco também manifestou preocupação pelo facto de "grupos armados continuarem a representar uma ameaça significativa e a cometer violência contra civis" no leste do país, citando em particular o M23 e a Codeco (Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo), bem como as milícias Mai-Mai.

"Esta insegurança está a alimentar as violações dos direitos humanos e tem exacerbado uma situação humanitária já de si terrível", afirmou, observando que 27 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

"Um indicador claro da deterioração da situação é o aumento do número de pessoas deslocadas desde janeiro de 2022, elevando o número total de pessoas deslocadas para 5,5 milhões, um dos mais elevados de África.

Leia Também: Relação de Évora rejeita recurso do MP e mantém decisão instrutória

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