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Patrice Trovoada promete baixar preço dos alimentos para "aliviar o povo"

O candidato da Ação Democrática Independente (ADI, oposição) às legislativas de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, prometeu hoje baixar o preço do arroz e do óleo, caso vença as eleições no próximo domingo, em que pede maioria absoluta.

Patrice Trovoada promete baixar preço dos alimentos para "aliviar o povo"

Numa ação de campanha debaixo de chuva na vila piscatória de Santa Catarina, Patrice Trovoada, antigo primeiro-ministro, afirmou que a maioria do arroz que chega ao país é doado pelo Japão, defendendo que o Governo de Jorge Bom Jesus deveria tomar medidas: "Se o povo está apertado, porque é que não baixa o preço desse arroz?", questionou.

Atualmente, o quilo de arroz é vendido nos mercados por 28 dobras, equivalente a 1,15 euros.

"O problema é a fome. Temos solução para baixar o preço do produto", disse.

Depois de pedir o voto "a pisar no número um" (posição em que o ADI surge no boletim de voto), prometeu que "em outubro, o barco que vem com arroz do Japão já vai ter um preço baixo para aliviar um bocado".

"Vamos baixar taxa, vamos baixar imposto, também dos outros produtos, nem que seja por seis, sete, oito, nove meses", disse Patrice Trovoada, perante algumas centenas de apoiantes que se concentraram em Santa Catarina, distrito de Lembá (oeste).

O líder da ADI também disse querer baixar o preço do óleo, cujo litro custa 70 dobras, cerca de 2,85 euros.

"Temos de aliviar um pouco o sofrimento do povo pequeno", salientou.

Outra medida que propôs é o lançamento de um programa de grandes obras, como estradas e pontes, para as quais não é preciso qualificação, sublinhou.

"Homem que é homem, que não tem medo do sol e da chuva, que tem músculo, pode trabalhar", comentou, enquanto alguns homens exibiam os braços.

Patrice Trovoada, que regressou ao país após quatro anos, aproveitou também o comício para garantir que não vai sair do país, como têm acusado os opositores.

"Amanhã, sexta-feira, vou ao Príncipe. Príncipe pertence a quê? É território nacional", afirmou, antes de voltar a justificar a sua ausência.

"Eu não fugi. Só tirei o meu corpo. Sabem como alguns aqui odeiam Patrice Trovoada. A minha cabeça, o meu coração, a minha alma estão em São Tomé e Príncipe", assegurou.

Sobre o atual Governo, que resulta de uma coligação entre Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) e PCD/UDD/MDFM, afirmou que "em 2018 prometeram muita coisa, não fizeram, mas a desculpa não pode ser covid".

No distrito de Lembá, sede da maior fábrica nacional (a cervejeira Rosema), deu o recado aos eleitores: "Não vão estragar voto, tirar a maioria absoluta ao ADI por causa do problema de duas pessoas", referindo-se aos irmãos Monteiro, antigos proprietários da empresa e concorrentes às legislativas pelo Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista e Partido de Unidade Nacional (MCI/PS-PUN).

Pediu ainda um "voto maciço" na ADI "para evitar fraudes".

"Jovens, vão lá tirar fotografia dos resultados. Vocês é que são os fiscais e podem garantir que as eleições são justas, livres e transparentes", apelou.

Cerca de 123 mil eleitores de São Tomé e Príncipe são chamados às urnas no próximo domingo para votar nas eleições legislativas, autárquicas e regional.

Leia Também: Jovens são-tomenses questionam processo que impede milhares de votar

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