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"Não acredito" que a Rússia recorra a armas nucleares, diz Zelensky

O chefe de estado ucraniano acusou Putin de querer "afogar a Ucrânia em sangue".

"Não acredito" que a Rússia recorra a armas nucleares, diz Zelensky
Notícias ao Minuto

14:51 - 21/09/22 por Notícias ao Minuto com Lusa

Mundo Ucrânia/Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, exortou o Ocidente a não se deixar "chantagear" pela ameaça de retaliação nuclear de Vladimir Putin, avisando que, ao fazê-lo, convidaria a Rússia a tentar tomar mais território.

Numa entrevista à Bild TV, disse: "Não acredito que ele [Putin] vá usar essas armas. Não creio que o mundo o permita".

Segundo o The Guardian, o chefe de estado ucraniano acusou Putin de querer "afogar a Ucrânia em sangue, incluindo no sangue dos seus próprios soldados".

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje uma "mobilização parcial" dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.

A medida, que entra já em vigor, obedece à necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país, sublinhou o chefe de Estado russo, na mensagem transmitida pela televisão.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar "todos os meios" ao seu dispor para "se proteger", declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.

O anúncio de "mobilização parcial" dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.

Por outro lado, as autoridades dos territórios separatistas pró-russos da região de Donbass, na Ucrânia, anunciaram que vão realizar de 23 a 27 de setembro referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: "Nós, cidadãos da Rússia". Petição contra mobilização reúne 179 mil nomes

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