Libertado jornalista após três meses de prisão por "injuriar o exército"

O jornalista tunisino Salah Attia foi hoje libertado após cumprir três meses de prisão por "injuriar o exército" e "atentar contra a ordem pública" pelas suas declarações sobre a instituição castrense a um 'media' estrangeiro, indicou um dos seus advogados.

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Lusa
16/09/2022 23:40 ‧ 16/09/2022 por Lusa

Mundo

Tunísia

Attia concedeu uma entrevista à cadeia televisiva do Qatar Al Jazeera, na qual emitiu acusações contra o Presidente da República, Kais Said.

Horas após a emissão, as autoridades judiciais desencadearam uma investigação e Attia foi detido por recusar revelar as suas fontes, com a justiça militar a assumir de seguida o processo.

O último relatório anual dos Repórteres sem Fronteiras (RSF) regista uma queda de 21 posições da Tunísia na classificação mundial da liberdade de imprensa, um dos principais fracassos da revolução de 2011, situando-se agora no 94º lugar num total de 180 países.

No último ano a justiça civil e militar iniciou numerosas investigações e adotou medidas cautelares contra magistrados, responsáveis de instituições, empresários e deputados por alegados casos de corrupção e outros processos relacionados com a liberdade de expressão.

Leia Também: Presidente da Tunísia diminui poder dos partidos em vésperas de eleições

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