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Venezuelanos ficaram às escuras mais de 20 mil vezes em 30 dias

A Venezuela registou 20.325 interrupções do serviço elétrico no passado mês de julho, em média 655 falhas diárias, segundo dados divulgados hoje pelo Comité de Afetados pelos Apagões (CAA).

Venezuelanos ficaram às escuras mais de 20 mil vezes em 30 dias

Os apagões registados em julho, segundo a presidente do CAA, Aixa López, foram 21 por cento mais que os 16.768 registados em igual mês do ano passado.

Em declarações aos jornalistas, Aixa López precisou que apenas nos primeiros sete meses de 2022, a Venezuela registou 81.878 interrupções do sistema elétrico.

Os apagões têm motivados protestos em várias regiões do país, entre elas a cidade de Caracas, onde na terça-feira residentes em El Recreo saíram às ruas após estarem quatro dias sem eletricidade.

A situação levou a Frente Ampla de Mulheres Venezuela Livre (FAMVL) a usar as redes sociais para chamar a atenção da Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) e do ministro de Energia Elétrica, Néstor Reverol, para a situação de alguns doentes.

"Temos informação de doentes graves que estão sem oxigénio, agravando-se a sua condição. Urgem respostas e soluções", lê-se numa das mensagens da FAMVL.

Segundo o CAA, Zúlia, Táchira, Mérida e Guárico foram os Estados que mais falhas elétricas registaram em julho, com 3.789, 1.890, 1.789 e 1002, apagões, respetivamente.

Entretanto, uma sondagem do Observatório Venezuelano de Serviços Públicos (OVSP) dá conta que 62,4% dos venezuelanos de 12 cidades, têm uma opinião negativa do serviço elétrico, e que 29,9% dos venezuelanos queixam-se de falhas elétricas diárias.

No dia 13, um raio provocou um incêndio numa das linhas de abastecimento de El Junco (sul de Caracas), deixando às escuras, além da capital, os Estados de Arágua, Miranda, La Guaira (antigo Vargas), Lara, Zúlia, Mérida, Táchira, Carabobo e Falcón.

Em 25 de março, o Governo venezuelano anunciou que tinha "neutralizado" uma tentativa de sabotagem do sistema elétrico, desta vez, no estado fronteiriço de Zulia, no oeste do país, durante uma operação em que um homem morreu, após um grupo de "indivíduos armados" terem tentado entrar no complexo elétrico.

Em 07 de março de 2019, ocorreu o maior 'apagão' da história do país, quando uma falha na Central Hidroelétrica Simón Bolívar deixou os venezuelanos totalmente às escuras durante cinco dias.

Um ano depois, em 25 de março de 2020, pelo menos 16 estados e parte do Distrito Capital ficaram sem luz.

Em 06 de maio de 2020, 19 dos 24 estados da Venezuela ficaram total ou parcialmente às escuras, numa avaria que afetou também a Internet e as comunicações telefónicas. Treze dias depois, um 'apagão' voltou a deixar a cidade de Caracas e mais de metade do país às escuras.

Em 2021, segundo o CAA foram documentados 12 grandes apagões elétricos nacionais e mais de 178 mil parciais ou regionais.

Os dados indicam que as falhas elétricas aumentaram na Venezuela, em relação a 2020, quando ocorreram 157.719 apagões no país, incluindo os de dimensão nacional e os regionais ou parciais.

A oposição venezuelana e alguns analistas insistem que algumas das falhas elétricas na Venezuela são provocadas por uma manutenção deficiente e por insuficiente investimento no setor.

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