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Deputados etíopes criam comissão para investigar massacres

Os parlamentares etíopes aprovaram hoje uma resolução para a criação de uma comissão de inquérito sobre os recentes "massacres desumanos de civis" no país.

Deputados etíopes criam comissão para investigar massacres
Notícias ao Minuto

18:10 - 06/07/22 por Lusa

Mundo Etiópia

Os deputados citam várias regiões, mas sem se referirem explicitamente ao massacre mais recente, perpetrado na segunda-feira na zona administrativa de Qellem Wollega, em Oromia, a maior e mais populosa região do país.

O ataque visou os Amhara, a segunda maior comunidade etnolinguística do país depois dos Oromo.

Hoje, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, pediu uma investigação sobre "os ataques ao território de Wollega" e exortou as autoridades etíopes "a tomarem as medidas necessárias para proteger os civis, em particular as minorias, e prevenir tais ocorrências".

Na sua resolução, votada em "sessão especial sobre a atual situação de segurança", a Câmara dos Representantes do Povo "condena veementemente os assassínios indiscriminados de civis e membros das forças de segurança" em várias regiões do país, para o que é "necessário arranjar uma solução".

"Decidiu-se formar uma comissão especial (...) para investigar o assunto, para que a Câmara e o povo tenham informações suficientes, bem como para fazer recomendações para ações futuras", lê-se no texto aprovado pelos deputados.

Na segunda-feira à noite, o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed acusou o Exército de Libertação Oromo (OLA, no acrónimo em inglês), uma rebelião ativa desde 2018 em Oromia, de ser responsável pelo massacre na área de Qellem Wollega, no extremo oeste da Etiópia.

O OLA, já implicado pelas autoridades e sobreviventes num massacre semelhante perpetrado em 18 de junho na área vizinha de West Wollega - também em Oromia - negou mais uma vez ser responsável por esses assassínios contra a comunidade Amhara, e apontou o dedo a uma milícia aliada do governo local.

Desde que Abiy chegou ao poder, em 2018, a Oromia Ocidental vive um ciclo de violência entre os Oromo - uma comunidade nativa da região - e os Amhara, uma minoria que vive desde há muito nessa região.

Vários assassínios foram registados nessa região, especialmente em 2021.

Caso semelhantes de violência foram registados no ano passado em áreas povoadas por Oromo na região vizinha de Amhara.

Leia Também: Líderes da Etiópia e Sudão querem resolver tensão com encontro em Nairobi

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