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  • 08 AGOSTO 2022
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Autoridades alertam que Moçambique continua sob risco de inundações

A província moçambicana de Sofala continua sob alerta de inundações e uma nova depressão cresce no oceano Índico, após a passagem da tempestade Ana que provocou pelo menos 20 mortos, anunciaram autoridades e organizações de socorro.

Autoridades alertam que Moçambique continua sob risco de inundações

Apesar de a intempérie já ter passado, a proteção civil alerta: "O risco de inundações continua", sobretudo na província de Sofala, centro de Moçambique, porque as chuvas não pararam e continuam a alimentar bacias hidrográficas que ficaram acima dos níveis de alerta nos últimos dias.

Segundo as autoridades, os distritos em maior risco são os de Nhamatanda e Buzi, dois dos que ficaram submersos durante o ciclone Idai em 2019, e ainda Caia e Chemba.

Face ao cenário, o total de pessoas afetadas pela tempestade Ana pode agravar-se, anunciou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em comunicado.

Segundo a estimativa daquela agência das Nações Unidas, haverá mais de 45.000 pessoas afetadas, metade das quais mulheres e crianças.

Prevê-se que "estes números aumentem", destaca, uma vez que as "equipas no terreno ainda estão a avaliar a situação".

De acordo com dados das autoridades locais e do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), pelo menos 20 pessoas terão morrido com a tempestade, embora relatos da população nas zonas afetadas apontem para um balanço de vítimas ainda maior, por registar.

"Dado que Moçambique está na sua estação chuvosa, a situação poderá deteriorar-se rapidamente se outra depressão tropical ou ciclone trouxer chuvas adicionais significativas a rios e barragens já cheias", acrescentou.

Um alerta que é feito numa altura em que uma segunda depressão, a tempestade Batsirai, já se formou no oceano Índico.

Apesar de ainda estar muito longe de zonas habitadas, as previsões meteorológicas indicam que há uma possibilidade de se aproximar de Madagáscar e do canal de Moçambique na segunda semana de fevereiro.

"O UNICEF estima que precisará de 3,5 milhões de dólares para responder às necessidades imediatas das populações afetadas", sendo que "está a utilizar os seus abastecimentos pré-posicionados e a mobilizar fundos internos", acrescentou no comunicado.

De acordo com as Nações Unidas, entre 2016 a 2021, o país enfrentou duas grandes secas e oito tempestades tropicais, incluindo os grandes ciclones Idai e Kenneth, que atingiram o país em 2019 num período de seis semanas e afetaram 2,5 milhões de pessoas. 

Segundo a ferramenta de avaliação de risco de desastres Inform, Moçambique ocupa o nono lugar entre 191 países quanto à vulnerabilidade a perigos, exposição a riscos e falta de capacidade de resposta, acrescenta o UNICEF.

Leia Também: Moçambique vai realizar inquérito sobre resiliência de infraestruturas

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