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Macau espera contributo do Fórum na relação entre China e bloco lusófono

O chefe do executivo de Macau disse esperar uma maior contribuição do Fórum de Macau para "os contactos económicos e comerciais não governamentais entre a China e os países lusófonos".

Macau espera contributo do Fórum na relação entre China e bloco lusófono

Ho Iat Seng falava no encontro, que decorreu na quinta-feira, com o novo secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), Ji Xianzheng, que tem realizado uma série de reuniões com instituições da região semiautónoma chinesa.

O líder de Macau indicou ser possível verificar que, desde a criação há 18 anos do Fórum, "através do volume de negócios" entre a China e os países de língua portuguesa, o território "tem desempenhado, em pleno, o papel de plataforma", salientando esperar que "o Secretariado venha a contribuir ainda mais para os contactos económicos e comerciais não governamentais entre a China e os países lusófonos", de acordo com um comunicado.

"O governo irá continuar a apoiar totalmente o Fórum", disse Ho, sublinhando que, no futuro, irá empenhar-se "no desenvolvimento da diversificação económica".

A pandemia da covid-19 permitiu ao governo "perceber, claramente, que Macau dependia demasiado do setor de turismo e entretenimento", disse Ho, lembrando que o espaço de desenvolvimento do território "foi alargado", na sequência do anúncio, em 2021, do "Projeto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin" (ilha da Montanha), e que foram "criadas oportunidades para a diversificação adequada das indústrias" locais.

O secretário-geral do Fórum, em funções desde 10 de janeiro, afirmou que a organização continua empenhada em apoiar "as várias partes participantes na recuperação estável da economia", em promover a cooperação económica e comercial entre a China e os países lusófonos "para um novo patamar", e em "contribuir ainda mais para a diversificação económica adequada de Macau".

Ji Xianzheng indicou que, sendo "o Fórum um mecanismo de cooperação que reúne consensos e desenvolve, em conjunto, comércio e economia multilaterais", deve no futuro "tomar melhores iniciativas para implementar as decisões das cinco conferências ministeriais, inovar os métodos de trabalho e explorar novas áreas a fim de servir e corresponder às necessidades de desenvolvimento de cada parte".

Em 2003, a China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa e criou o Fórum de Macau.

Com um secretariado permanente, este Fórum reúne-se a nível ministerial a cada três anos e integra, além de um secretário-geral e de três secretários-gerais adjuntos, os oito delegados dos países lusófonos.

Cinco conferências ministeriais do Fórum de Macau foram realizadas no território em outubro de 2003, setembro de 2006, novembro de 2010, novembro de 2013 e outubro de 2016, durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.

Inicialmente prevista para 2019, a sexta conferência ministerial foi adiada para junho de 2020, devido à pandemia da covid-19, mas não se realizou e continua, até agora, sem data marcada.

Leia Também: Circuito fechado e quarentena para funcionários do aeroporto de Macau

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