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UE condena recentes ataques dos rebeldes Huthis contra a Arábia Saudita

A União Europeia (UE) condenou na terça-feira os recentes ataques executados pelos rebeldes Huthis no Iémen contra a Arábia Saudita, a partir da fronteira, e instou todas as partes a respeitarem o processo de paz.

UE condena recentes ataques dos rebeldes Huthis contra a Arábia Saudita
Notícias ao Minuto

07:14 - 08/12/21 por Lusa

Mundo Iémen

"O conflito no Iémen está a atravessar outra escalada militar preocupante", alertou, em comunicado, o Alto Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell.

Na nota, a UE condenou os "recorrentes ataques transfronteiriços das forças Huthis contra a Arábia Saudita, o mais recente com um míssil balístico direcionado a Riade, na segunda-feira".

"Os combates em curso devem cessar, em particular os ataques que põem em perigo a vida de civis e as infraestruturas críticas que sustentam a população do país", pode ler-se.

Josep Borrel, citado na nota de imprensa, exortou novamente todas as partes a apoiarem o processo de paz liderado pelas Nações Unidas no Iémen "com o objetivo de alcançar um acordo político global".

Os rebeldes Huthis anunciaram na terça-feira uma nova operação contra a Arábia Saudita, envolvendo ataques com recurso a mísseis balísticos e 'drones' tendo como alvo diferentes instituições essenciais daquele reino, como o Ministério da Defesa ou um aeroporto.

Riade divulgou que respondeu a estes ataques destruindo o local do lançamento de um míssil balístico pelos rebeldes Huthis, na capital do Iémen, durante um ataque aéreo.

Um total de 25 mísseis balísticos foram disparados pelos Huthis, incluindo nove contra o Ministério da Defesa saudita, o Aeroporto King Khaled, em Riade, e outros alvos militares na capital da Arábia Saudita, segundo o porta-voz militar dos rebendes, Yahya Sarea.

A aliança dos países árabes liderados pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen desde 2015 a favor do Governo, internacionalmente reconhecido, liderado por Abdo Rabu Mansur Hadi, que se encontra exilado em Riade, intensificou os seus ataques nas últimas semanas contra Sanaa e Marib, para impedir a ofensiva dos insurgentes naquela província do norte do país.

Os Huthis, apoiados pelo Irão, país rival da Arábia Saudita, controlam a maior parte do norte do Iémen, incluindo Sanaa e continuam a avançar sobre Marib, a única província que ainda não controlam no norte do país, considerada estratégica devido à sua riqueza em petróleo e ponto estratégico face a outras cidades do sul.

Desencadeada em 2014, a guerra do Iémen causou uma das piores crises humanitárias do mundo, segundo a ONU, dezenas de milhares de mortos, a maioria civis, e milhões de deslocados.

Leia Também: Borrell considera "totalmente inútil" nova reunião entre Sérvia e Kosovo

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