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Florista recusou fazer arranjos para união gay. Agora, terá de indemnizar

"Sou cristã e acredito na Bíblia e na Palavra de Deus [...] Não podia pegar nos talentos artísticos que Ele me deu e usá-los para contradizer e desonrar a sua palavra", defendeu Barronelle Stutzman.

Florista recusou fazer arranjos para união gay. Agora, terá de indemnizar
Notícias ao Minuto

14:50 - 21/11/21 por Notícias ao Minuto

Mundo Estados Unidos

Desde 2013 que este caso estava na Justiça e, apenas agora, oito anos depois, em 2021, ficou solucionado. Barronelle Stutzman, a proprietária da florista Arlene's Flowers, em Richland, nos Estados Unidos, terá de pagar uma indemnização no valor de 5 mil dólares - cerca de 4.430 euros - por ter negado fazer os arranjos florais para o casamento de Robert Ingersoll e Curt Freed, pela razão de se tratar de um enlace entre duas pessoas do mesmo sexo. 

O Supremo Tribunal leu a sentença na passada quinta-feira depois de, no passado mês de julho, ter recusado ouvir Stutzman, com a alegação de que estava a violar a lei antidiscriminação do estado norte-americano de Washington. 

A florista, apesar de considerar Robert Ingersoll como um "querido amigo", decidiu recusar trabalhar para o casamento, justificando-se com o seu temor a Deus. "Eu sempre fiquei maravilhada por ter estas oportunidades criativas, como também sempre adorei vender-lhe bouquets de flores. Mas, desta vez, o evento especial que celebrava era o seu casamento com outro homem. E essa é uma linha que não cruzarei, nem por amizade", declarou Barronelle Stutzman, citada pela Advocate

E acrescentou: "Sou cristã e acredito na Bíblia e na Palavra de Deus [...] Não podia pegar nos talentos artísticos que Ele me deu e usá-los para contradizer e desonrar a sua palavra". 

Agora, com o caso terminado, Robert e Curt vão doar o dinheiro que receberam à PFLAG, uma organização não-governamental que ajuda pessoas LGBTQ e as suas famílias nos Estados Unidos. A estes 5 mil dólares, vão juntar outro tanto dos seus bolsos com o mesmo fim. 

Leia Também: Protocolo reforça capacidade das autoridades para apoio a pessoas LGBTI

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