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Ex-presidente sul-africano Zuma acusa procurador de divulgar dados

O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma apresentou hoje uma queixa contra o procurador no seu processo por corrupção, Billy Downer, por ter, alegadamente, divulgado as suas informações médicas.

Ex-presidente sul-africano Zuma acusa procurador de divulgar dados

Acompanhado pela sua filha Duduzile Zuma-Sambudla e por outros membros da sua comitiva, Zuma apresentou queixa durante a tarde na esquadra de Pietermaritzburg, no leste da África do Sul, onde decorre o julgamento contra si, por corrupção devido a um alegado fraudulento negócio de armas no final da década de 1990.

"Estivemos aqui para abrir um processo contra o procurador. Não há muito mais que eu possa dizer-vos. Sou um prisioneiro", afirmou o antigo chefe de Estado, citado pela agência noticiosa Efe.

Zuma encontra-se atualmente em liberdade condicional por razões médicas, depois de ter sido condenado em junho a 15 meses de prisão por desrespeito ao tribunal num outro julgamento.

O porta-voz da fundação de Zuma, Mzwanele Manyi, acrescentou mais detalhes junto dos jornalistas, dizendo que Downer é acusado de divulgar um documento contendo informação médica do antigo Presidente a uma repórter sul-africana.

A manobra poderia constituir um novo obstáculo na progressão do julgamento por corrupção de Zuma, que deveria ter sido iniciado em maio, após dois anos de procedimentos preliminares.

A próxima audiência está marcada para 26 de outubro, quando o juiz do processo, Piet Koen, deverá decidir sobre um pedido apresentado pelos advogados de Zuma contra Downer.

Manyi negou hoje, no entanto, que a queixa apresentada seja um estratagema para adiar ainda mais o caso.

"Não é um golpe preventivo. O que temos aqui é uma irregularidade, um caso à parte", defendeu o porta-voz.

O porta-voz do Ministério Público da África do Sul, Mthunzi Mhaga, respondeu às alegações de Zuma através de um comunicado, sublinhando a "integridade" do procurador e mostrando-se preocupado com o "contexto" e o momento das acusações.

Jacob Zuma foi posto no mês passado em liberdade condicional médica depois de ter sido preso em 08 de julho para cumprir uma pena de prisão de 15 meses, por se recusar a testemunhar perante a Comissão Judicial 'Zondo', que investiga a captura do Estado pela grande corrupção pública durante o seu mandato (2009-2018).

O antigo chefe de Estado foi forçado a demitir-se em 2018, após uma série de escândalos terem sido revelados. Dois anos antes, um relatório da acusação detalhava como um grupo de irmãos, empresários de origem indiana, tinha saqueado recursos públicos sob a sua presidência.

Zuma enfrenta 16 acusações de fraude, suborno e extorsão, relacionadas com a compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-presidente.

Leia Também: Ex-presidente Zuma diz que é prisioneiro de um estado de maioria negra

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