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Irão apela a um "papel mais ativo" do ACNUR na crise do Afeganistão

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano pediu hoje ao Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) mais apoio para ajudar a satisfazer as necessidades dos afegãos no Irão e para evitar novas vagas de deslocados.

Irão apela a um "papel mais ativo" do ACNUR na crise do Afeganistão

Hosein Amir Abdolahian, ministro de um país acolhe quase quatro milhões de afegãos, encontrou-se com o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU, que hoje se inicia oficialmente.

Segundo uma declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Abdolahian disse na reunião que "o povo afegão está a ser forçado a deixar as suas casas dentro do país" e que "o seu êxodo para os países vizinhos", como o Irão, após a tomada do poder pelos talibãs, já está a ser sentido.

"O Irão acolhe os seus irmãos e irmãs afegãos há quatro décadas e tem tentado ser um bom anfitrião durante todos estes anos, apesar das sanções e da pressão económica", disse.

Contudo, na sua opinião, "é essencial que as organizações internacionais assumam uma responsabilidade mais ativa pela situação humanitária naquele país, a fim de evitar que mais afegãos sejam deslocados".

Abdolahian irá realizar cerca de 50 reuniões em Nova Iorque, incluindo reuniões bilaterais com os seus homólogos de diferentes países e funcionários da ONU, bem como com o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell.

Estão agendados ainda encontros bilaterais com os seus homólogos dos atuais membros do acordo nuclear de 2015: Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, mas não se espera uma reunião conjunta.

O que está excluído é uma reunião em Nova Iorque com funcionários dos EUA, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, numa conferência de imprensa em Teerão, no domingo.

As negociações em Viena para restaurar o acordo nuclear de 2015, no qual os EUA estão indiretamente envolvidos porque abandonaram o pacto em 2018, estão paradas desde junho passado devido à mudança de Governo no Irão.

Leia Também: UE continua focada na retirada de europeus do Afeganistão

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